Ataques cibernéticos são maior risco para multinacionais até 2030, aponta pesquisa

Por Tamires Vitorio 3 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ataques cibernéticos são maior risco para multinacionais até 2030, aponta pesquisa

Ataques cibernéticos e incidentes provocados por falhas tecnológicas devem ser o principal risco para multinacionais nos próximos anos, segundo levantamento da Howden, corretora global especializada em seguros de alta complexidade, que ouviu cerca de 500 executivos seniores de empresas com receita anual superior a US$ 1 bilhão, sediadas nos Estados Unidos, no Reino Unido e na França.

No ranking elaborado pela Howden (que classifica onze categorias de risco ao longo da década de 2020), os ataques cibernéticos aparecem em primeiro lugar entre as preocupações para o período 2025–2030, citados por 49,6% dos entrevistados. Incidentes provocados pela tecnologia ocupam o terceiro lugar, com 36,4%.

O crescimento em relação ao quinquênio anterior é expressivo. Comparado ao período 2020–2025, o risco cibernético avançou 35% em relevância. Já os incidentes tecnológicos tiveram a maior alta registrada no estudo: 74%.

IA generativa como vetor de risco

A pesquisa aponta dois vetores principais para esse cenário. O primeiro é a crescente digitalização dos negócios e a maior interconexão entre sistemas e cadeias de fornecimento, que ampliam a superfície de exposição a ataques.

O segundo é a expansão acelerada da inteligência artificial generativa, com potencial de transformação em múltiplos setores — e que, ao mesmo tempo, adiciona novas camadas de risco operacional e de segurança para as empresas que a adotam.

Gestão integrada de riscos

Para Marta Schuh, diretora de Seguros Cibernéticos e Tecnológicos da Howden Brasil, o movimento reflete uma transformação estrutural no ambiente corporativo.

"Riscos tecnológicos e cibernéticos estão deixando de ser temas isolados e passando a influenciar diretamente a operação e a estratégia das multinacionais, em um ambiente cada vez mais digital e interconectado. Isso exige uma abordagem mais integrada de gestão de riscos", afirma.

O estudo, intitulado Stepping up: Political risk insurance in a volatile world, mapeia como as percepções de risco corporativo evoluíram ao longo da década, com recorte específico sobre executivos de risco e tesouraria das maiores empresas globais.

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