Atentado à bomba deixa 20 mortos na Colômbia a um mês das eleições
Um atentado com bomba deixou ao menos 20 mortos e 36 feridos no sudoeste da Colômbia, a pouco mais de um mês das eleições presidenciais marcadas para 31 de maio.
A explosão ocorreu no sábado, 25, em uma estrada no departamento de Cauca, região historicamente afetada pela presença de grupos armados e pelo narcotráfico.
De acordo com autoridades locais, o ataque foi atribuído a dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que não aderiram ao acordo de paz firmado em 2016.
O governador de Cauca, Octavio Guzmán, confirmou o número de vítimas e relatou que a explosão atingiu diversos veículos que passavam pelo local.
A detonação aconteceu em um ponto de controle instalado pelos próprios grupos armados, segundo o Exército colombiano.
Testemunhas relataram destruição extensa, com carros arremessados e uma cratera aberta na rodovia. Imagens registradas após o ataque mostram veículos destruídos e corpos cobertos ao longo da via.
O episódio ocorre em meio a uma escalada recente de violência, com ao menos 26 ataques registrados em diferentes pontos da região desde sexta-feira.
Entre eles, está a explosão de um artefato contra uma base militar na cidade de Cali, que deixou dois feridos.
O presidente Gustavo Petro classificou os responsáveis como “terroristas” e determinou o reforço das operações de segurança.
A região de Cauca e áreas vizinhas têm sido palco de ações frequentes de grupos armados que disputam territórios ligados ao tráfico de drogas e outras atividades ilegais.
Segundo especialistas, a atuação dessas facções tem como objetivo demonstrar controle territorial e pressionar o Estado.
A diretora para a América Latina da International Crisis Group, Elizabeth Dickinson, afirmou que a população civil segue sendo a principal afetada pela intensificação dos confrontos.
A atual onda de violência ocorre após o enfraquecimento das negociações de paz com grupos armados. Dissidências lideradas por Iván Mordisco romperam tratativas com o governo em 2024 e ampliaram ações contra forças de segurança e civis.
No cenário político, a segurança se consolida como um dos principais temas da eleição presidencial. O senador Iván Cepeda, aliado do governo, aparece entre os nomes mais competitivos na disputa.
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