Ativista brasileiro será interrogado em Israel neste sábado, 2

Por Da redação, com agências 2 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ativista brasileiro será interrogado em Israel neste sábado, 2

O ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, interceptados na última quinta-feira enquanto seguiam com a flotilha Global Sumud rumo à Faixa de Gaza, já estão em Israel para interrogatório, informou a chancelaria israelense neste sábado, 2.

“Chegaram a Israel. Serão transferidos a fim de serem interrogados pelas autoridades”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores israelense.

Na sexta-feira, 1º, Brasil e Espanha manifestaram protesto após a divulgação de que os dois ativistas seriam levados a Israel.

As autoridades israelenses os acusam de ter vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA, na sigla em inglês), entidade apontada por Estados Unidos e Israel como ligada ao Hamas.

Segundo a chancelaria, ambos confirmaram visitas consulares de representantes de seus respectivos países em Israel.

O ministério israelense destacou que o PCPA está sob avaliação dos Estados Unidos. De acordo com o governo, Abu Keshek é “um membro de destaque” da organização, enquanto Ávila “trabalha” com o grupo e é “suspeito de atividades ilegais”.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou, em janeiro, que o PCPA estaria por trás de outra flotilha que tentou romper o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza em outubro. A embarcação também foi interceptada por forças israelenses.

Na ocasião, estavam a bordo Thiago Ávila e outras figuras públicas, como a ambientalista sueca Greta Thunberg e a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau.

Segundo o governo americano, a organização atua para que o Hamas “expanda clandestinamente sua influência política” por meio de grupos ligados à diáspora palestina.

As acusações envolvendo a organização ampliam a dimensão política e diplomática do episódio.

Interceptação da flotilha

Ávila e Abu Keshek integravam a flotilha humanitária Global Sumud, formada por mais de 50 embarcações que partiram de portos da Itália, França e Espanha com destino a Gaza.

O brasileiro havia participado anteriormente de outra flotilha que chegou a Havana, no fim de março, em protesto contra o bloqueio energético imposto por Donald Trump a Cuba.

O objetivo da missão era romper o bloqueio israelense e levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, devastada por quase dois anos de guerra entre Israel e o Hamas, iniciada em 7 de outubro de 2023.

O acesso ao território segue sob controle rigoroso de Israel, mesmo após uma trégua considerada frágil estabelecida em outubro do ano passado.

As forças israelenses interceptaram mais de 20 embarcações na quinta-feira, com cerca de 175 ativistas de diferentes nacionalidades a bordo. Os organizadores da flotilha afirmaram que 211 pessoas foram “sequestradas”.

Com exceção do brasileiro e do espanhol-palestino, os demais ativistas foram levados na sexta-feira para a ilha de Creta, na Grécia, de onde seriam repatriados.

Cerca de 60 pessoas embarcaram para Istambul na mesma noite, incluindo 18 turcos, cinco argentinos, três espanhóis e quatro americanos.

De acordo com a AFP, com base em dados dos organizadores, as embarcações foram interceptadas na zona econômica exclusiva (ZEE) da Grécia.

O episódio ocorre em meio à continuidade do bloqueio e à escalada de tensões na região.

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