Atleta de 34 anos confunde infarto grave com azia e faz alerta: ‘Não imaginei’

Por Marcela 12 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Atleta de 34 anos confunde infarto grave com azia e faz alerta: ‘Não imaginei’

Ataques cardíacos são frequentemente associados a idosos ou pessoas com comorbidades, mas o caso do norte-americano Mario Ciccarello, de 34 anos, acende um alerta para os mais jovens. Corredor de ultramaratonas e com um estilo de vida saudável, ele sobreviveu a um infarto grave após confundir os primeiros sinais com um mal-estar digestivo.

O episódio ocorreu em Fort Lauderdale, na Flórida. Enquanto caminhava para um treino, Mario sentiu um desconforto no peito, mas atribuiu a dor a uma refeição mexicana apimentada feita na noite anterior.

“Na minha cabeça, pensei que era azia por causa da comida da noite. Tenho 34 anos e sou corredor de ultramaratonas, então não imaginei que pudesse ser um ataque cardíaco”, conta ele em entrevista ao The Sun.

Após o retorno da dor com intensidade muito maior, irradiando para o braço esquerdo, Mario percebeu que sua frequência cardíaca em repouso estava em 112 batimentos por minuto. No hospital, os médicos confirmaram que ele sofria um infarto do tipo “fazedor de viúvas” (widowmaker), conhecido pela alta taxa de letalidade devido ao bloqueio da artéria principal do coração.

No caso de Mario, os exames revelaram uma obstrução de 95% na artéria descendente anterior esquerda. Para salvar sua vida, foi necessário o implante de dois stents para restaurar o fluxo sanguíneo.

Fique atento: Principais sintomas de infarto

O relato de Mario e sua esposa, Stephanie James, destaca como os sintomas podem ser subestimados, especialmente em pais recentes que sofrem com a privação de sono. Confira os sinais que não devem ser ignorados:

Dor no peito: Sensação de aperto, pressão ou peso.

Irradiação: Dor que se espalha para o braço esquerdo, mandíbula, costas ou ombro.

Frequência cardíaca elevada: Palpitações mesmo em estado de repouso.

Sintomas sistêmicos: Sudorese intensa (suor frio), náuseas, vômitos e palidez.

Dificuldade respiratória: Falta de ar intensa.

Cansaço extremo: Exaustão súbita que não melhora com o repouso.

Alerta para jovens e atletas

Embora os médicos investiguem uma possível causa genética, o susto serviu para que o casal refletisse sobre a demora em buscar ajuda. Stephanie acreditou que o marido estivesse apenas exausto pela rotina com o bebê de seis meses da família.

“Poderíamos ter ido ao hospital mais cedo. Mas, naquele momento, nem passou pela nossa cabeça que eu estava tendo um ataque cardíaco”, afirma Mario.

Stephanie complementa: “Ele estava acordando durante a noite para cuidar do nosso bebê de seis meses, então achei que ele estava apenas cansado”.

Atualmente em recuperação e fazendo uso de anticoagulantes, Mario usa suas redes sociais para incentivar que as pessoas levem qualquer desconforto torácico a sério, independentemente da idade ou do preparo físico.

Um post compartilhado por Mario Ciccarello (@mariociccarello_fit)

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