Atraso em aluguel residencial cai para a mínima histórica, diz estudo
A inadimplência no aluguel residencial no Brasil voltou a cair em março e atingiu o menor nível desde o início da série histórica do Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA), da Loft.
Segundo o levantamento, 5,4% dos contratos de locação apresentaram atraso superior a 15 dias no mês. O número é inferior aos 5,7% registrados em fevereiro e representa o piso da série iniciada em maio de 2024.
O indicador já havia mostrado queda no fim de 2025 e agora registra o menor patamar desde o início do monitoramento.
O índice é calculado a partir de uma base de 500 mil contratos de locação com garantia da Loft, espalhados por todas as regiões do país. A metodologia considera atrasos superiores a 15 dias e usa uma janela de até três meses para confirmação dos dados.
No início da série, em meados de 2024, a inadimplência estava em 6,5% e chegou ao pico de 7% em julho daquele ano. Desde então, o indicador passou por oscilações até iniciar uma trajetória mais consistente de queda a partir do último trimestre de 2025.
A melhora ocorre mesmo em um cenário ainda pressionado para o orçamento das famílias.
Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o comportamento do mercado de trabalho tem sido determinante para a redução dos atrasos.
“O mercado de trabalho segue sustentando a capacidade de pagamento dos aluguéis”, afirma. Para ele, a queda do desemprego, o reajuste do salário mínimo e a acomodação recente de pressões no custo de vida ajudaram as famílias a reorganizar o orçamento.
Queda aparece em todas as regiões
O recuo da inadimplência foi observado em todas as grandes regiões do país.
No Sul, a taxa caiu de 5,5% para 5,1% entre fevereiro e março. No Sudeste, passou de 5,8% para 5,5%. Já o grupo formado por Norte, Nordeste e Centro-Oeste registrou leve queda, de 6,5% para 6,4%.
O movimento simultâneo entre regiões reforça a leitura de que a melhora não é pontual.
“Quando diferentes regiões recuam ao mesmo tempo, o indicador passa a mostrar um quadro mais consistente de estabilização em patamares mais baixos”, afirma Takahashi.
No recorte estadual, o Rio de Janeiro apresentou a menor inadimplência, com 4,1% dos contratos em atraso.
O Espírito Santo aparece na sequência, com 4,3%, seguido pelo Paraná, com 4,6%.
Na outra ponta está Minas Gerais, que manteve o maior índice entre os estados analisados, com 6,2%, apesar da melhora em relação aos 6,4% registrados no mês anterior.
Em São Paulo, maior mercado de locação do país, a taxa recuou para 5,5%, acompanhando a tendência observada no Sudeste.
Criado em 2024, o Índice de Inadimplência de Aluguéis acompanha mensalmente o atraso em contratos de locação residencial e reúne informações de estúdios compactos a casas de alto padrão, com o objetivo de mapear o comportamento do mercado de aluguel no país.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: