Banco Mundial aprova pacote de garantias e empréstimos de US$ 2 bi para Argentina

Por Mateus Omena 17 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Banco Mundial aprova pacote de garantias e empréstimos de US$ 2 bi para Argentina

O Banco Mundial (BM) informou nesta terça-feira, 16, a liberação de um pacote de garantias e empréstimos de US$ 2 bilhões (R$ 10,18 bilhões) destinado à Argentina. A iniciativa busca apoiar o país na administração de seus compromissos financeiros e na redução dos custos de captação de recursos.

A operação reúne dois instrumentos oferecidos por entidades que integram o grupo BM. Um deles é concedido pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e está vinculado ao desempenho macroeconômico argentino. O outro consiste em uma garantia fornecida pela Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (Miga).

"Em conjunto, as garantias cobrirão 95% dos pagamentos do serviço da dívida do empréstimo comercial, o que permitirá à Argentina reduzir seus custos de financiamento e fortalecer a gestão da dívida pública", explicou o BM em comunicado.

A medida ocorre às vésperas de um vencimento relevante para o governo argentino. Em julho, o país deverá desembolsar cerca de US$ 4,3 bilhões (R$ 21,88 bilhões) para honrar obrigações com credores privados.

Segundo o Banco Mundial, a estrutura foi desenhada para ampliar o acesso da Argentina ao mercado internacional de capitais. "Essa estrutura inovadora de garantias contribui para facilitar o retorno do país aos mercados internacionais de capitais (...) ao mesmo tempo que respalda reformas que impulsionam o investimento privado, a produtividade e a resiliência de longo prazo", afirmou Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do BM para a América Latina e o Caribe, citada no texto.

Em 2024, o Banco Mundial lançou uma plataforma de garantias voltada aos países-membros da instituição. O mecanismo permite que governos obtenham financiamento nos mercados internacionais com respaldo da entidade.

Nos últimos meses, a agenda de reformas implementada pelo presidente Javier Milei recebeu apoio dos mercados financeiros. Esse cenário contribuiu para a retomada do acesso da Argentina ao financiamento privado internacional e aos recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Recentemente, o FMI aprovou um novo desembolso de US$ 1 bilhão (R$ 5,09 bilhões) dentro do programa de assistência firmado com o país, cujo valor total chega a US$ 20 bilhões (R$ 101,75 bilhões).

O programa de ajuste conduzido pelo governo argentino resultou em dois anos consecutivos de superávit fiscal. No mesmo período, as agências de classificação de risco S&P e Fitch elevaram a avaliação da dívida soberana da Argentina.

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