Beach Park investe R$ 150 milhões em novo hotel para receber 1 milhão de visitantes em 2026
O Beach Park, um dos parques aquáticos mais famosos do país, no litoral do Ceará, investiu R$ 150 milhões no Ohana Beach Park Resort, hotel ligado ao complexo que será inaugurado no segundo semestre de 2026.
Com 226 apartamentos, o empreendimento ampliará a operação hoteleira do grupo para mais de 800 unidades distribuídas entre os resorts do complexo.
O movimento acontece depois de um ciclo de expansão da companhia em 2025, ano em que o grupo completou 40 anos e inaugurou a Surreal, reconhecida pelo Guinness World Records como a maior montanha-russa aquática do mundo, além do Arvorar, parque voltado à educação ambiental.
Surreal, do Beach Park, é reconhecida pelo Guinness World Records como a maior montanha-russa aquática do mundo e marcou o ciclo de expansão do complexo em 2025 (Divulgação)
Segundo a empresa, a nova atração ajudou o complexo a crescer cerca de 15% em público na comparação com 2024.
“A montanha-russa é familiar, com efeitos visuais dentro e tem atraído um novo público desde o lançamento”, diz Murilo Pascoal, CEO do Beach Park.
A empresa projeta ultrapassar a marca de 1 milhão de visitantes em 2026. “No ano passado recebemos 990 mil visitantes. Neste ano, nossa meta é alcançar 1,4 milhão”, afirma.
O novo resort
Segundo Pascoal, o novo resort faz parte da estratégia de transformar o Beach Park em um destino de estadia prolongada, integrando hospedagem, gastronomia e entretenimento dentro do mesmo complexo.
O hotel terá opções que vão de unidades standard a suítes de mais de 300 m², com piscina, jacuzzi e jardim privativos.
Na área comum, o projeto prevê piscina central de 400 m², kids club, restaurante com foco na culinária nordestina e um terraço com vista para o mar.
“O hóspede consegue aproveitar o parque aquático, a praia, os restaurantes dentro do mesmo ecossistema. Isso aumenta o tempo de permanência e amplia as possibilidades de entretenimento”, afirma.
O executivo destaca ainda que o empreendimento deve reforçar a capacidade do Beach Park de atrair turistas de diferentes regiões do país, especialmente do Sudeste. “Recebemos muito público de São Paulo, Rio de Janeiro e também visitantes internacionais”, diz.
Hotel conta com piscina, área de lazer para crianças e restaurante, espaço é integrado a estrutura do Beach Park
Além do parque aquático, o grupo tem ampliado a oferta de atrações dentro do complexo. O Arvorar, inaugurado em 2025 a poucos quilômetros dali, passou a funcionar como uma alternativa complementar de entretenimento para famílias hospedadas nos resorts.
“Nosso visitante consegue passar um dia no parque aquático, outro no Arvorar, outro na praia e à noite ir para a Vila Azul do Mar. Isso ajuda a aumentar o tempo de permanência no destino”, afirma Pascoal.
Uma operação planejada com anos de antecedência
Segundo o CEO, os investimentos do grupo seguem uma lógica de longo prazo. A Surreal, por exemplo, demandou mais de quatro anos entre planejamento, desenvolvimento e execução.
“Enquanto estamos finalizando um projeto, já temos equipes discutindo atrações para 2027, 2028 e 2029. É um ciclo longo de desenvolvimento”, afirma.
Pascoal diz que o desenvolvimento de novas atrações funciona como uma operação contínua dentro da empresa, envolvendo fabricantes, engenharia e revisões de projeto até a execução final.
“O parque precisa estar sempre se renovando. Temos uma linha de projetos em diferentes estágios de desenvolvimento”, diz.
O CEO, no entanto, não revela os próximos lançamentos do grupo.
O desafio das passagens aéreas
Apesar da expectativa de superar 1 milhão de visitantes, Pascoal afirma que o principal desafio do grupo hoje está fora do controle da empresa: o custo da aviação no Brasil.
“O preço da passagem aérea afeta muito o nosso negócio”, diz. “As companhias aéreas são uma infraestrutura essencial para o turismo brasileiro.”
Segundo ele, oscilações no preço do combustível, judicialização e custos operacionais impactam diretamente a malha aérea e, consequentemente, o fluxo de turistas para o Ceará.
“O Brasil precisa de um ambiente de negócios mais saudável para as companhias aéreas, porque isso impacta diretamente todo o turismo nacional”, afirma.
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