Bebidas funcionais: o que são e por que estão em alta no Brasil

Por Marina Semensato 26 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Bebidas funcionais: o que são e por que estão em alta no Brasil

A busca pela saúde no dia a dia tem impulsionado a procura por soluções rápidas de bem-estar, que complementem a dieta e ajudem a trazer mais leveza para a rotina. Entre essas soluções estão as bebidas funcionais, cujo mercado deve crescer de US$ 148,1 bilhões em 2025 para US$ 371 bilhões até 2034 no mundo, segundo dados da Business Research Insights.

Nesta semana, o nicho ganhou visibilidade após Kim Kardashian entrar para a sociedade da Update, marca de energéticos à base de paraxantina, uma substância que tem efeito estimulante como o da cafeína, mas sem grandes impactos para o coração. O relançamento inclui dois novos sabores, reformulação da bebida, novo design e será distribuído em mais de 4.000 lojas do Walmart nos Estados Unidos a partir de março.

O que são bebidas funcionais?

São bebidas não alcoólicas que trazem benefícios além da hidratação. As formulações podem incluir fibras, proteínas, probióticos, vitaminas, minerais e eletrólitos, associados a funções como digestão, reposição de líquidos, saciedade e energia.

As vantagens das bebidas funcionais dependem das substâncias presentes nas composições. Uma bebida com derivados da cafeína, por exemplo, pode trazer mais energia; enquanto uma rica em fibras e probióticos ajuda na digestão e no equilíbrio da microbiota intestinal. De modo resumido:

Funcional além do fitness

Segundo dados do Sebrae Paraná, o mercado fitness movimenta cerca de R$ 8 bilhões por ano no Brasil, e os suplementos — que incluem as bebidas funcionais — somaram R$ 4,6 bilhões em 2023.

Esse avanço pode ser explicado pela expansão dos produtos para além do fitness: eles chegaram aos supermercados e aos aplicativos de entrega e hoje entram em rotinas de diferentes públicos — de idosos que buscam apoio à imunidade, a mães em fase de amamentação que recorrem a opções prontas para repor a hidratação e jovens que querem praticidade no dia a dia.

No Brasil, as bebidas funcionais têm propostas que vão além do "whey de academia". A Lackto, por exemplo, lançou o Love Tea, um chá com ervas como capim-cidreira e erva-doce, voltado a mulheres em fase de amamentação. Segundo a marca, o produto oferece apoio à hidratação e à rotina alimentar das lactantes. Vale ressaltar que o consumo deve ser acompanhado por um profissional de saúde e os resultados podem variar conforme o organismo.

Para a saúde do intestino, a startup Pod, de Santa Catarina, criou o Poddi, um refrigerante prebiótico sem conservantes e adoçado com açúcares das próprias frutas, enquanto a paulista Wondr lançou versões prebióticas de morango e maracujá.

As gigantes do setor também têm suas alternativas. A Ambev, por exemplo, colocou no mercado o Guaraná Antarctica Zero com Fibras e o Fusion com Proteínas. O refrigerante zero tem 4,4 g de fibras por unidade e não leva açúcar. Já o Fusion aposta em 10 g de proteínas, sem carboidratos nem açúcares.

Marcas como Piracanjuba e Verde Campo também ampliaram suas linhas e passaram a investir em opções proteicas e probióticas, como whey protein pronto para beber e em pó, além de versões de kefir, uma bebida fermentada que ajuda na saúde intestinal.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: