Beleza no Brasil: 74% dos brasileiros rejeitam exageros na estética, segundo pesquisa
A era do exagero na estética chegou ao fim. Pelo menos é o que os próprios consumidores estão dizendo. Uma pesquisa inédita divulgada em maio de 2026 revela que 74,5% dos brasileiros que realizam procedimentos estéticos já não querem parecer outra pessoa, mas buscam a melhor versão de si mesmos. Natural, saudável e com a própria idade.
"A Jeisys Medical não foi criada para seguir os caminhos já percorridos pela medicina estética, mas para antecipar os próximos movimentos do setor. Esta pesquisa reflete a convicção de que inteligência de mercado também faz parte do que entregamos. Mais do que tecnologias com comprovação científica, oferecemos aos médicos brasileiros a capacidade de compreender e liderar a transformação de um paciente que já mudou e continuará mudando”, afirma Ricardo Natali, CEO da Jeisys Medical Brasil.
A artificialidade também aparece como o principal medo de 44% dos entrevistados ao considerar um novo tratamento. Nessa perspectiva, 68,6% relatam que naturalidade e resultados harmoniosos são o fator mais importante na hora de escolher um novo procedimento, seguido por uma preocupação crescente: a qualidade da pele, citada por 42,6%. Esse dado dialoga com outro achado da pesquisa: 38,5% dos entrevistados querem parecer a melhor versão da própria idade, contra apenas 10% que ainda buscam manter uma aparência mais jovem.
A preocupação com a qualidade da pele aparece de forma consistente ao longo de toda a pesquisa, revelando uma tendência comportamental que já não pode ser ignorada pelo setor. Cansaço, flacidez, manchas e envelhecimento precoce agora ocupam o topo das queixas, antes mesmo de contorno facial ou textura irregular.
Outro dado relevante da pesquisa é a aproximação entre beleza e bem-estar na percepção dos consumidores. Mais de 93,1% dos entrevistados veem estética e saúde em alguma forma de convergência, com uma visão crescente de que beleza é consequência do bem-estar. Entre eles, 29,6% consideram os tratamentos estéticos complementares à saúde e ao autocuidado.
"Quando 93% dos consumidores enxergam estética e saúde como parte da mesma jornada, o mercado inteiro precisa se reposicionar. O paciente de hoje não busca apenas um procedimento estético; ele investe em autoestima, bem-estar e qualidade de vida", diz Hugo Marx, diretor de marketing da Jeisys Medical Brasil.
A pesquisa também reforça o peso do fator humano nas decisões de consumo. Para 27% dos entrevistados, a recomendação médica é o principal critério para aderir a uma nova tecnologia, enquanto apenas 1,2% elegem a indicação de influenciadores digitais como referência.
Inteligência artificial na beleza
Em relação à inteligência artificial, o cenário segue a mesma lógica: 63,7% dos consumidores não se sentiriam confortáveis em receber uma indicação feita exclusivamente por IA, sem validação médica. A maioria, porém, aceita sua presença desde que utilizada como apoio ao profissional de saúde, o que representa 31,2% dos respondentes. Quando questionados sobre em quais etapas aceitariam o uso da IA, os pacientes apontaram: simulação de resultados (56,3%), análise da pele e diagnóstico (42,3%), planejamento do tratamento (29,1%), acompanhamento da evolução (22,7%) e personalização de protocolos (16,3%). A pesquisa online computou respostas de mais de 423 brasileiros com mais de 25 anos.
"Os dados mostram um consumidor criterioso sobre o papel que a IA deve ocupar. Ele aceita a tecnologia como ferramenta de apoio, não como substituta do julgamento médico. Para nós, esse é o modelo correto: inteligência artificial a serviço do médico, tornando-o mais preciso, nunca o contornando", diz Marx.
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