Bitcoin cai para US$ 66 mil, impactado por dificuldade de negociação entre EUA e Irã
Nesta sexta-feira, 27, o bitcoin volta a negociar abaixo de US$ 70 mil, ampliando a queda até a casa dos US$ 66 mil em reação às mudanças nas perspectivas de liquidez e no sentimento geral de risco. Isso porque a maior criptomoeda do mundo demonstra sensibilidade aos desdobramentos geopolíticos, com a dificuldade de negociação entre EUA e Irã para um cessar-fogo voltando a trazer pessimismo para ativos de risco.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 66.270, com queda de 0,4% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de 5%.
O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 13 pontos.
"Mais de US$ 1 trilhão sendo eliminado das ações dos EUA reflete a rapidez com que os mercados estão reprecificando o risco macro, à medida que a alta dos preços do petróleo reacende preocupações com a inflação e adia as expectativas de cortes de juros. A velocidade desse ajuste mostra que os desenvolvimentos geopolíticos estão agora influenciando diretamente a alocação de capital de forma mais ampla, em vez de permanecerem restritos ao mercado de energia", disse Gracy Chen, CEO da Bitget.
"Para o bitcoin, isso mantém a volatilidade elevada no curto prazo, já que os ativos digitais ainda respondem às mudanças nas expectativas de liquidez e no sentimento geral de risco. Ao mesmo tempo, o bitcoin tem se mantido relativamente firme em comparação com episódios anteriores de aversão ao risco, o que sugere que a menor alavancagem nos mercados de cripto está limitando o tipo de liquidações forçadas que normalmente amplificam a pressão de queda em períodos de estresse", acrescentou.
"Essa resiliência relativa aponta cada vez mais para um mercado em que o bitcoin está sendo tratado não apenas como um ativo de risco de alta convicção, mas também como uma alternativa neutra dentro de portfólios que se ajustam a um ambiente macroeconômico mais fragmentado", concluiu.
Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube | Tik Tok
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: