Bitcoin recua para US$ 80 mil e depende de cenário macro para voltar a subir
Nesta terça-feira, 12, o bitcoin é negociado na casa dos US$ 80 mil. A maior criptomoeda do mundo chegou a ultrapassar US$ 82 mil durante o final de semana, o que animou investidores, mas a alta não se sustentou ao longo do início da semana útil. Enquanto isso, dados do cenário macroeconômico dos Estados Unidos devem continuar impactando a cotação dos principais criptoativos.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 80.779, com queda de 0,6% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda apresenta queda de 1%.
O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza neutralidade em 49 pontos. Desde o início do ano, o indicador vinha apresentando "medo extremo" em suas pontuações mais baixas da história, sinalizando uma mudança recente no comportamento de investidores.
"O bitcoin apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. Apesar de seguir resiliente acima da região de US$ 80 mil, o ambiente macro voltou a ficar menos favorável para criptoativos, petróleo em alta reacende preocupação inflacionária, o dólar mais forte reduz o apetite por risco e a pausa no rali de IA tira força do principal vetor positivo dos últimos dias", disse André Franco, CEO da Boost Research.
"A atenção ao CPI dos EUA também tende a manter o mercado mais travado no curtíssimo prazo, já que uma inflação mais forte poderia reforçar a percepção de juros altos por mais tempo. No curto prazo, o BTC tende a oscilar entre US$ 80 mil e US$ 82.5 mil, com risco de teste da parte inferior caso o petróleo continue subindo ou o dado de inflação pressione os yields americanos", acrescentou.
Cenário macroeconômico
"Os dados de CPI de abril devem ser um dos principais fatores de direcionamento para o posicionamento dos mercados globais nesta semana, à medida que investidores reavaliam o timing de possíveis cortes de juros e as expectativas mais amplas de liquidez. O mercado cripto não reage mais aos dados de inflação de forma isolada. Bitcoin, ações, ouro, rendimentos dos títulos e o dólar estão cada vez mais se movimentando juntos em torno dos mesmos sinais macroeconômicos", disse Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina.
Sobre o cenário macroeconômico atual, Gil Herrera revelou suas expectativas para a inflação nos Estados Unidos:
"Uma leitura mais fraca da inflação provavelmente fortaleceria as expectativas de cortes de juros ainda este ano, reduzindo a pressão sobre os rendimentos dos títulos e o dólar, enquanto melhora o sentimento em ativos de maior risco. Esse ambiente poderia sustentar uma participação mais forte em BTC e ETH, juntamente com um renovado impulso nas ações de crescimento e tecnologia. Se a inflação vier amplamente em linha com as expectativas, as reações entre diferentes classes de ativos podem permanecer relativamente contidas, enquanto os investidores aguardam sinais mais claros sobre a direção da política monetária".
Previsão para o bitcoin
"Os mercados de criptomoedas e ações provavelmente continuariam negociando dentro das faixas atuais, com os fluxos institucionais permanecendo estáveis, em vez de assumirem uma direção agressiva. Um CPI acima do esperado poderia reduzir as expectativas de flexibilização monetária no curto prazo e elevar os rendimentos dos títulos, reforçando um posicionamento mais defensivo nos mercados globais. Nesse cenário, ativos especulativos, incluindo criptomoedas, podem enfrentar pressão no curto prazo à medida que o capital migra para a força do dólar e exposições focadas em rendimento. A reação destacaria ainda mais o quanto os ativos digitais agora negociam em estreita correlação com as condições macroeconômicas mais amplas e as expectativas de liquidez", disse Gil Herrera.
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