Mulher de 55 anos foi demitida do emprego. Em 24 horas, abriu o próprio negócio usando IA
O que você precisa saber:
Kristina Martinelli tinha uma carreira consolidada em um grande banco americano. Mas, aos 55 anos, foi demitida sem aviso prévio. “Eu deveria continuar em uma indústria que se recusa a valorizar meu trabalho enquanto uma profissional mais experiente?”, escreveu para o Business Insider.
Essa é uma dor comum para profissionais mais experientes. No Brasil, 41% dos profissionais afirmam já ter sofrido etarismo ao longo da carreira, segundo o estudo Talent Trends 2025, divulgado pela consultoria Michael Page.
Mas Kristina resolveu ir na contramão. Apenas 24 horas após a sua demissão, ela decidiu criar um negócio do zero. Foi assim que nasceu a coaigence (escrita em letras minúsculas mesmo), uma consultoria de IA para executivos. “Eu sabia que meus serviços de IA atrairiam executivos porque tenho décadas de experiência em consultoria e elaboração de estratégias para eles”, contou.
‘Me tornei engenheira de prompts antes de qualquer coisa’
Depois de criar um nome para a nova empresa e desenhar uma breve estrutura do negócio, Kristina foi estudar sobre IA. “Assim que decidi lançar minha empresa, me tornei, antes de qualquer outra coisa, uma engenheira de prompts”, revela. “Aprendi a interagir com IA de uma forma que me retornasse algo realmente útil e imediatamente comecei a construir GPTs personalizados.”
O ChatGPT foi a primeira ferramenta que ela testou. Ali, ela construiu um bot capaz de pensar como ela. “Coloquei em um PDF meus pensamentos, minha visão e meus objetivos. Depois, carreguei o arquivo no ChatGPT”, explica.
A partir desse primeiro experimento, Kristina expandiu o uso para outras plataformas – cada uma com uma função específica:
Kristina usa seis ferramentas de IA na rotina da empresa — cada uma com função específica, de pesquisa a redação (sauloangelo - stock.adobe.com)
”Sou muito fã do Claude. Ele é ótimo para organizar as informações de forma concisa, clara e formatada. Também uso o Perplexity, que é uma ferramenta incrível para pesquisa porque cita os exemplos”, conta.
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O erro número 1 que ela admite ter cometido
Apesar do mergulho rápido, Kristina revela um erro caro: assinar todas as ferramentas de IA ao mesmo tempo. Ela não recomenda fechar pacotes anuais antes de testar de verdade se a plataforma vai entrar na rotina.
"É muito fácil se deixar levar por assinaturas. Já me dei mal tantas vezes achando que ia economizar dinheiro. Em um mês, aquela ferramenta pode estar em terceiro lugar na minha lista de compras", diz.
A recomendação dela: começar gratuito, testar por pelo menos 30 dias, e só assinar a versão paga depois de comprovar utilidade diária.
Profissionais maduros têm encontrado na IA uma rota para reinvenção de carreira (FG Trade/Getty Images)
A frase que guia sua nova carreira
Hoje, aos 55 anos, Kristina não tem medo da IA. "Eu uso esse mantra o tempo todo: 'sinta o medo e faça mesmo assim'. Estamos vivendo isso, e as pessoas têm medo da IA, mas ela é apenas mais uma ferramenta."
O caso dela ilustra um movimento crescente entre profissionais maduros: usar IA não como ameaça à carreira, mas como alavanca para reinventá-la. Em um mercado que ainda discute o etarismo, aprender a operar IA pode ser o diferencial que mantém profissionais experientes na linha de frente.
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