Bitcoin ultrapassa US$ 80 mil, mas recua: o que falta para a cripto continuar subindo?
Nesta segunda-feira, 4, o bitcoin inicia a semana útil na casa dos US$ 79 mil após ter atingido os US$ 80 mil durante um breve período no final de semana. A maior criptomoeda do mundo ainda pode depender de uma série de fatores para continuar subindo, segundo um especialista da Bitget que aponta que, apesar da alta, o cenário macroeconômico ainda inspira cautela.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 79.242, com alta de 0,7% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos trinta dias, a criptomoeda acumula alta de quase 18%.
"O bitcoin recuou após testar os US$ 80 mil. Esta faixa de preço segue sendo uma barreira psicológica relevante, e a capacidade de se sustentar acima desse patamar dependerá, em grande parte, da continuidade dos fluxos institucionais. Nesse sentido, os dados de ETFs reforçam um pano de fundo construtivo: foram US$ 629,7 milhões em entradas líquidas apenas na sexta-feira, consolidando a quinta semana consecutiva de captação", disse Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina.
Impacto do cenário macroeconômico no bitcoin
"Esse fluxo consistente tem ajudado a absorver a oferta e sustentar o preço, mesmo em momentos de maior aversão ao risco. No macro, o cenário ainda inspira cautela. A escalada de tensões no Estreito de Ormuz adiciona um elemento geopolítico relevante, enquanto a divulgação dos dados de geração de empregos prevista para sexta-feira ganha ainda mais relevância após o tom hawkish do Fed", acrescentou
"Um resultado acima do esperado — com forte criação de vagas e pressão salarial — tende a reforçar a perspectiva de juros elevados por mais tempo, enquanto uma leitura mais fraca pode reabrir espaço para cortes. Por fim, o sentimento do mercado também começa a dar sinais de melhora. O Índice de Medo e Ganância avançou para uma zona neutra em 41 pontos, indicando uma transição gradual para um posicionamento menos defensivo. Em conjunto, esses fatores sugerem um viés construtivo, especialmente se o bitcoin conseguir consolidar acima dos US$ 80 mil", concluiu o especialista.
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