Blockchain é ameaça "muito maior" aos empregos do que IA, diz CEO
Na última terça-feira, 17, o MERGE teve seu primeiro dia de realização na cidade de São Paulo, capital inédita para o evento internacional. Durante o painel “Stablecoins na prática: casos de uso do mundo real no ecossistema de fintechs do Brasil”, executivos discutiram as possibilidades para as stablecoins, criptomoedas lastreadas em determinado ativo, geralmente o dólar, para o cenário brasileiro.
O evento, que terá três dias de duração entre o Teatro Municipal e o WTC, em São Paulo, busca conectar os mercados da América Latina à Europa, local de sua idealização.
Para Marcos Nunes, CEO da Tangem, a revolução proposta pelas stablecoins no universo das finanças pode ser maior do que se imagina.
“Começou com um impulso de ‘nova classe de ativos’, mas vai ser um impulso no back-office. As pessoas se preocupam se a IA vai acabar com seus empregos, mas acho que stablecoins e blockchain são uma ameaça muito maior”, disse ele durante o painel, no primeiro dia de MERGE São Paulo.
O executivo por trás da empresa suíça de carteiras de hardware para criptoativos citou empresas da indústria de stablecoins, como a Tether, que registram lucros anuais bilionários enquanto possuem uma equipe enxuta.
“Você pode rodar uma operação com menos de 500 pessoas, como a Tether e o Telegram, então as oportunidades são muitas”, justificou.
Desde o “boom da IA” com a popularização da inteligência artificial generativa através de ferramentas como ChatGPT, funcionários de empresas ao redor do mundo e especialistas discutem uma possível substituição de empregos pela tecnologia, capaz de escrever textos, programar códigos, criar imagens, entre outras operações.
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