Bolívia vai às urnas para eleger governadores e prefeitos
A Bolívia iniciou neste domingo, 22, a votação das eleições regionais que vão definir os ocupantes de nove governos departamentais e 335 prefeituras em todo o país. Mais de 7,4 milhões de eleitores estão habilitados a participar da jornada.
Além dos governadores e prefeitos, os bolivianos também escolhem mais de 5 mil representantes para as assembleias legislativas departamentais e os conselhos municipais.
As seções eleitorais abriram às 8h no horário local, 9h em Brasília, e devem funcionar por oito horas, até as 16h locais, 17h em Brasília. A expectativa é que os resultados preliminares para a disputa de governadores e das prefeituras das dez principais capitais comecem a ser divulgados a partir das 21h locais, 22h em Brasília.
Na abertura da votação, o presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, Gustavo Ávila, afirmou que a Bolívia continua apostando na democracia como instrumento legítimo para resolver divergências e projetar as aspirações da sociedade.
Ávila também agradeceu a presença de missões de observação nacionais e internacionais. Entre elas está a da Organização dos Estados Americanos, formada por 25 especialistas de 14 nacionalidades e chefiada por Cindy Quesada, ex-ministra da Condição da Mulher da Costa Rica.
Pelas regras eleitorais, nas disputas para as prefeituras vence o candidato que obtiver maioria simples, ainda que a diferença seja de apenas um voto. Já para os governos departamentais, será eleito no primeiro turno o candidato que alcançar 50% mais um dos votos válidos ou, alternativamente, ao menos 40%, com vantagem mínima de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado.
Caso essas condições não sejam atendidas, a eleição para governador será decidida em segundo turno, previsto para meados de abril.
O presidente do TSE afirmou ainda que, depois da conclusão do processo e da entrega das credenciais aos eleitos, o tribunal pretende apresentar um projeto de reforma da legislação eleitoral. Segundo ele, a norma em vigor, datada de 2010, já não responde às novas realidades do sistema político e eleitoral do país.
Segundo Ávila, o compromisso do órgão é impulsionar uma mudança que atualize as regras, torne o processo mais claro e mais compatível com a dinâmica democrática atual. A expectativa, disse ele, é que esta seja a última eleição realizada sob o marco normativo vigente.
A votação também servirá como teste político para o presidente Rodrigo Paz, quatro meses após sua posse, em meio a novas alianças e ao rompimento com o vice-presidente, Edmand Lara, hoje alinhado a uma coalizão opositora.
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