Bolsas europeias têm pior semana em quase um ano com conflitos no Irã
As bolsas europeias fecharam em queda de cerca de 1% nesta sexta-feira, 6, encerrando uma semana marcada por forte volatilidade e perdas acumuladas. O movimento foi impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e aumentou a aversão ao risco nos mercados globais.
Bolsas europeias fecham em queda com disparada do petróleo. (Paulo Whitaker/Reuters)
Sem perspectiva de negociação entre Estados Unidos, Israel e Irã, a tensão geopolítica continuou pressionando os mercados, causando a disparada do petróleo e uma onda de vendas de ativos ao longo da semana.
As ações na Europa já haviam fechado em baixa na quinta-feira, 5, com o agravamento do conflito anulando o otimismo inicial que havia levado parte das bolsas da região a recuperar perdas registradas no dia anterior.
No fechamento desta sexta-feira, 6, o índice pan-europeu Stoxx Europe 600 fechou em queda de 1%, aos 598,69 pontos; em Frankfurt, o DAX recuou 0,94%, aos 23.591,03 pontos; em Londres, o FTSE 100 perdeu 1,24%, aos 10.284,75 pontos; em Madri, o IBEX 35 recuou 0,99%, aos 17.074,40 pontos; e, em Paris, o CAC 40 cedeu 0,65%, aos 7.993,49 pontos.
No acumulado da semana, o Stoxx 600 caminha para uma queda de 4,6%, a maior desde abril do ano passado, quando os mercados foram abalados pelos temores em torno de uma possível guerra comercial entre EUA e China.
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira. O Brent, referência global, avançou mais de 6% e superou os US$ 91 por barril pela primeira vez desde abril de 2024. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, ultrapassou os US$ 89, com alta de cerca de 10%.
Também nesta sexta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Washington não pretende negociar com o Irã e que só aceitará a “rendição incondicional” do país. A declaração elevou ainda mais as tensões, apesar de o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter afirmado que alguns países iniciaram esforços de mediação para tentar conter o conflito no Oriente Médio. Pezeshkian não identificou os mediadores.
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