Brasil deve bater recorde no esmagamento de soja em 2026, diz Abiove
O esmagamento de soja no Brasil deve atingir, pela primeira vez, 61,5 milhões de toneladas em 2026, segundo projeção divulgada nesta quinta-feira, 19, pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
O esmagamento de soja é o processo industrial em que o grão é triturado para a extração de seus principais derivados, como o óleo e o farelo. Após etapas como limpeza, aquecimento e prensagem, a soja é transformada em produtos de maior valor agregado: o farelo, usado principalmente na ração animal, e o óleo, utilizado na alimentação e na produção de biodiesel.
O volume representa alta de 0,8% em relação à estimativa anterior, divulgada em janeiro. Já a produção de soja no país avançou 0,4% na nova projeção e deve alcançar 177,8 milhões de toneladas.
Segundo a entidade, o crescimento da atividade industrial acompanha a maior oferta de produtos com valor agregado.
A produção de farelo de soja foi estimada em 47,4 milhões de toneladas, alta de 0,9% frente a janeiro, enquanto a de óleo de soja deve chegar a 12,3 milhões de toneladas, avanço de 0,8%.
“O ajuste positivo nas projeções de esmagamento demonstra que o setor está preparado para absorver a safra recorde", disse Daniel Furlan Amaral, diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove, em nota.
Exportação de soja
No comércio exterior, a Abiove manteve a estimativa de exportações da soja em grão em 111,5 milhões de toneladas e de 24,6 milhões de toneladas para o farelo, sem mudanças em relação ao relatório anterior.
Para o óleo de soja, a projeção de embarques foi revisada para cima em 3,4%, atingindo 1,5 milhão de toneladas.
Em janeiro, o Brasil processou 3,6 milhões de toneladas, volume 8,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano passado, o esmagamento totalizou 58,7 milhões de toneladas, acima das 55,8 milhões observadas em 2024.
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