Brasil firma acordos com Índia para produção de remédios contra câncer no SUS
O Ministério da Saúde assinou neste sábado, 21, na Índia, três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) para a produção nacional de medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os acordos preveem investimento estimado de até R$ 722 milhões no primeiro ano e podem alcançar R$ 10 bilhões em uma década.
As parcerias envolvem a fabricação dos medicamentos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe, utilizados no tratamento de câncer de mama, pele e leucemias. A formalização ocorreu durante o Fórum Empresarial Brasil–Índia, em Nova Delhi, no contexto da missão oficial liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o Ministério da Saúde, os investimentos se baseiam no uso do poder de compra do Estado para viabilizar a oferta dos medicamentos no SUS e internalizar a produção no país.
A estratégia inclui transferência de tecnologia e cooperação entre laboratórios públicos brasileiros e empresas privadas nacionais e indianas.
A produção do nivolumabe será feita em parceria entre a Bahiafarma, como instituição pública, e as empresas Bionovis e Dr. Reddy’s Laboratories. Já o pertuzumabe envolve Bahiafarma, Bionovis e Biocon Biologics do Brasil.
O dasatinibe será produzido por meio de parceria entre a Fundação para o Remédio Popular (FURP), a Biocon Pharma e a Nortec Química.
Além das PDPs, foi assinado termo aditivo ao Memorando de Entendimento entre Brasil e Índia, que prorroga por cinco anos a cooperação bilateral em saúde.
O acordo amplia iniciativas conjuntas em áreas como produção de medicamentos, vacinas, insumos farmacêuticos ativos, biofabricação, saúde digital e inteligência artificial.
Fiocruz amplia cooperação com farmacêuticas indianas
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmou dois Memorandos de Entendimento com empresas indianas.
Um deles, com a Biocon Pharma, prevê cooperação em transferência de tecnologia e produção de tratamentos para doenças raras, câncer e terapias imunossupressoras.
O outro acordo, com a Lupin, trata do desenvolvimento conjunto e produção local de medicamentos para doenças infecciosas negligenciadas, como tuberculose, malária, esquistossomose, hanseníase e doença de Chagas.
As iniciativas são conduzidas pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e integram a política de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, segundo o Ministério da Saúde
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