Brasil x Japão: o que mudou desde a derrota histórica da Seleção Brasileira em 2025
Brasil e Japão voltam a medir forças nesta segunda-feira, 29, às 14h, de Brasília, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026.
O confronto marca o primeiro duelo eliminatório entre as seleções em Mundiais e acontece menos de um ano depois de um amistoso que entrou para a história do futebol japonês.
Em outubro de 2025, em Tóquio, os Samurais Azuis conquistaram a primeira vitória sobre o Brasil em 14 confrontos. Depois de sair perdendo por 2 a 0, a equipe asiática virou para 3 a 2, encerrando um longo tabu e deixando sinais de alerta para Carlo Ancelotti.
Agora, porém, o cenário é diferente. As duas equipes passaram por mudanças importantes desde aquele encontro e chegam ao mata-mata com elencos remodelados e objetivos bem definidos.
Brasil chega mais consolidado
Quando enfrentou o Japão pela última vez, o Brasil ainda vivia uma fase de experimentações. Carlo Ancelotti utilizava amistosos para observar diferentes formações e testar jogadores em praticamente todos os setores do campo.
Na ocasião, Paulo Henrique e Gabriel Martinelli construíram a vantagem brasileira ainda no primeiro tempo. No entanto, as alterações promovidas pelo treinador na etapa final diminuíram a consistência da equipe, que sofreu a virada com gols de Takumi Minamino, Keito Nakamura e Ayase Ueda.
Desde então, a Seleção passou por mudanças significativas. Dos jogadores utilizados naquele amistoso, apenas sete permanecem no elenco que disputa a Copa do Mundo: Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Vinicius Júnior, Luiz Henrique, Gabriel Martinelli e Matheus Cunha.
Alguns nomes importantes ficaram pelo caminho. Rodrygo e Estêvão, por exemplo, acabaram cortados da competição por lesão, enquanto outros atletas testados por Ancelotti perderam espaço ao longo do ciclo.
Japão também perdeu peças importantes
Embora tenha preservado boa parte da identidade construída por Hajime Moriyasu, o Japão também chega diferente ao reencontro com o Brasil.
A equipe perdeu jogadores considerados fundamentais para o funcionamento do sistema durante o ciclo. Takumi Minamino, um dos destaques do amistoso de 2025, não faz parte do grupo que disputa o Mundial. Também ficaram fora Kaoru Mitoma, referência técnica da equipe, e o volante Wataru Endo, capitão da seleção japonesa.
Além das ausências, Moriyasu convive com problemas físicos no elenco. Takefusa Kubo, um dos principais talentos do time, segue em recuperação de uma lesão no joelho sofrida na estreia da Copa e dificilmente terá condições de enfrentar o Brasil. Na defesa, o capitão Ko Itakura também é dúvida após deixar o duelo contra a Suécia com dores.
Japão sonha com campanha inédita
A classificação para a fase eliminatória mantém vivo o objetivo do Japão de alcançar a melhor campanha de sua história em Copas do Mundo.
Nas duas últimas edições do torneio, a seleção asiática ficou muito perto de atingir as quartas de final. Em 2018, sofreu uma virada dramática da Bélgica nos minutos finais das oitavas de final. Quatro anos depois, no Catar, foi eliminada pela Croácia nos pênaltis, também nas oitavas.
Agora, diante do Brasil, os japoneses têm mais uma oportunidade de romper essa barreira e seguir escrevendo um dos ciclos mais consistentes de sua história recente.
Apesar do retrospecto amplamente favorável ao Brasil, o amistoso disputado em 2025 mostrou que o Japão tem capacidade para competir em alto nível.
Ao mesmo tempo, a evolução da equipe de Carlo Ancelotti ao longo da fase de grupos indica um Brasil mais sólido e preparado do que aquele derrotado em Tóquio.
Com vaga nas oitavas de final em jogo, o duelo coloca frente a frente duas seleções invictas na Copa, mas que chegam ao reencontro bastante diferentes da última vez que estiveram frente a frente.
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