Quem vai ganhar a Copa do Mundo 2026? Spoiler: não deve ser o Brasil
Todo ano, algum gênio da matemática resolve estragar a Copa do Mundo antes de ela começar. Em 2026, o Goldman Sachs apontou para quem deve levar a taça — e o banco tem uma notícia boa e uma ruim para o torcedor brasileiro. A boa: o Brasil está entre os favoritos. A ruim: mas não é o mais provável.
O banco publicou nesta sexta-feira, 29, uma nota assinada pelos economistas liderados por Jan Hatzius com uma projeção de 26% de probabilidade para a Espanha vencer o torneio, a maior entre todos os concorrentes.
A análise combinou dados históricos de partidas desde 1960, rankings de seleções, capacidade ofensiva e fatores geográficos, usando o sistema de rating Elo (originalmente criado para o xadrez) que mede a força de cada equipe com base nos resultados e na qualidade dos adversários enfrentados.
França aparece em segundo com 19%, Argentina em terceiro com 14%, Inglaterra em quarto com 5% — e o Brasil em quinto, com 8%. Sim, o Brasil ficou atrás da Inglaterra.
"Nossa previsão está alinhada com o padrão histórico de que a Copa do Mundo quase sempre volta para a Europa depois de ter sido vencida por uma seleção sul-americana", escreveram os economistas.
A Argentina venceu em 2022. O ciclo histórico, segundo o Goldman, aponta para uma campeã europeia.
Não é só o Goldman Sachs
O modelo estatístico da Opta, que simula o torneio milhares de vezes com base na força relativa de cada seleção, coloca a Espanha com 16,06% de probabilidade de título, seguida por França com 12,25%, Inglaterra com 11,02%, Argentina com 10,36% e Brasil com 6,78%.
As casas de apostas regulamentadas chegam à mesma conclusão: odds de 5,50 para a Espanha, 6,50 para a França, 7,00 para a Inglaterra e 9,00 para o Brasil, empatado com a Argentina.
Três métodos completamente diferentes, mas a resposta é a mesma.
Por que a Espanha?
A Espanha é a atual campeã da Eurocopa 2024, conquistada de forma dominante.
Cedeu apenas 8 gols em 14 partidas das eliminatórias europeias — um dos melhores recordes defensivos da história recente.
O elenco combina jovens que já têm títulos de Champions League com um sistema tático tão consolidado que analistas comparam ao de um clube, não de uma seleção nacional.
O nome mais badalado do elenco é Lamine Yamal, de 18 anos, que chegou à Copa com uma lesão no tendão e dúvidas sobre a estreia contra Cabo Verde em 15 de junho.
O técnico Luis de la Fuente disse ter "total confiança" de que o jogador estará disponível. Mesmo sem ele, a Espanha tem profundidade suficiente para avançar.
E o Brasil?
O Brasil aparece entre o quinto e o sétimo lugar dependendo do modelo, com probabilidades entre 5,6% e 8%.
Os fatores positivos são conhecidos: cinco títulos mundiais, Vinícius Júnior entre os melhores do mundo e Carlo Ancelotti no comando — o técnico com mais títulos de Champions League da história.
Os fatores negativos também: fragilidade defensiva recente, incerteza sobre Neymar e um padrão histórico que não favorece seleções sul-americanas em Copas realizadas na América do Norte.
O limite dos modelos
Há um porém que qualquer estatístico honesto menciona.
O Goldman Sachs tem um histórico irregular nessas previsões. Em 2014, o modelo apontou o Brasil como favorito com quase 50% de probabilidade, e a Seleção Brasileira perdeu 7 a 1 para a Alemanha na semifinal.
Os modelos medem probabilidade, não certeza. Uma Copa de 48 seleções e 104 jogos produz variância suficiente para que o favorito seja eliminado nas oitavas por uma seleção que nenhum algoritmo colocou no mapa.
Por ora, os números apontam para a Espanha. E raramente tantos métodos diferentes chegaram à mesma resposta ao mesmo tempo.
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