Caiado e Zema só devem crescer após início da campanha, diz CEO do Ideia
A busca por uma alternativa à polarização entre lulismo e bolsonarismo ainda não encontrou um nome capaz de romper a disputa entre os dois principais campos políticos do país.
Para a analista política Cila Schulman, CEO do Instituto Ideia, ex-governadores como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) só devem ganhar tração eleitoral quando a campanha começar oficialmente, após 16 de agosto.
Durante participação no programa Eleições em Pauta, da EXAME, Schulman afirmou que tanto Caiado quanto Zema ainda enfrentam o desafio do baixo conhecimento nacional, apesar da força política que acumulam em seus estados. Caiado, por exemplo, deixou Goiás com alta aprovação, a maior do país.
“Eu só vejo um desses candidatos de fato mudando o seu patamar quando a campanha começar aqui de novo, depois da Copa do Mundo”, afirmou a CEO do Ideia.
Os números mais recentes reforçam esse diagnóstico. Na pesquisa Meio/Ideia, divulgada no fim de maio, Caiado aparece com 5,5% das intenções de voto, enquanto Zema registra 2,4%. Ambos permanecem distantes dos principais nomes testados para a disputa presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A diferença entre Caiado e Zema
Na avaliação de Schulman, a situação dos dois governadores é diferente. Enquanto Zema ainda enfrenta discussões internas dentro do Novo sobre sua eventual candidatura ao Palácio do Planalto, Caiado conta com uma estrutura política considerada mais consolidada.
“Com relação a Caiado, acho que ele tem uma campanha mais redonda, tanto em termos financeiros, com o agro, com o próprio PSD. Acho que ele tem um caminho mais tranquilo nesse sentido”, afirmou.
Os dois, nas últimas semanas, têm ensaiado uma aliança ainda no primeiro turno, apesar de resistência interna no PSD.
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