Notebook com IA virou critério para geração Z aceitar oferta de emprego, aponta levantamento
O notebook com IA passou a pesar na decisão de jovens profissionais ao avaliar uma oferta de emprego, segundo levantamento da Asus Business com líderes de pequenas e médias empresas. De acordo com dados computados pela empresa no segundo semestre de 2025, 81% dos líderes de PMEs consideram a adoção de tecnologias modernas um fator crítico para reter colaboradores jovens.
A pesquisa indica uma mudança na forma como a geração Z, formada por profissionais que cresceram com smartphones, redes sociais e rotinas digitais, interpreta os equipamentos oferecidos pelo empregador. O notebook corporativo deixa de ser visto apenas como ferramenta de trabalho e passa a funcionar como um sinal da cultura da companhia.
Para esse grupo, a qualidade do dispositivo pode indicar se a empresa valoriza flexibilidade, produtividade e integração com novas tecnologias. Nesse cenário, a inteligência artificial não aparece apenas como uma função extra, mas como parte da infraestrutura esperada em ambientes de trabalho mais digitais.
O levantamento também afirma que 82% dos líderes de PMEs preveem que a IA vai orientar uma mudança geracional nas práticas de negócio. A expectativa está ligada principalmente a modelos híbridos, nos quais mobilidade, autonomia e colaboração remota se tornaram fatores centrais da rotina profissional.
A lógica por trás dessa mudança é que ferramentas com IA podem automatizar tarefas manuais e repetitivas, como organização de reuniões, transcrições, traduções e fluxos administrativos. Com isso, o profissional tende a concentrar mais tempo em inovação, criatividade e pensamento estratégico, áreas em que a geração Z busca atuar desde o início da carreira.
Na prática, o equipamento corporativo passa a ser parte da proposta de valor feita ao candidato. Em vez de ser tratado apenas como item de infraestrutura, o notebook entra na conta da experiência do colaborador e pode influenciar a percepção sobre o quanto a empresa está preparada para novas formas de trabalho.
Dispositivo também pesa na produtividade das empresas
O levantamento da Asus Business também aponta que a escolha do hardware, termo em inglês para os componentes físicos de um computador, tem impacto direto na operação das companhias. Segundo a empresa, 25% das companhias enfrentam interrupções constantes nas atividades por falhas de dispositivos.
Além disso, 22% dos líderes relatam situações frequentes de quedas ou manuseio intenso, enquanto mais de 20% apontam desgaste acelerado dos equipamentos em condições reais de uso, como cafés, coworkings, reuniões externas e viagens. Para 76% dos entrevistados, dispositivos corporativos deveriam ter vida útil maior do que aparelhos de uso pessoal.
“A tecnologia tornou-se um pilar central na experiência do colaborador. Ao fornecer ferramentas com IA integrada e durabilidade comprovada, as empresas não apenas reduzem custos operacionais com manutenção preventiva, mas sinalizam um ambiente voltado para a inovação e para o bem-estar do profissional”, afirma Henrique Costa, gerente de produtos Commercial da Asus Brasil.
A empresa afirma que desenvolveu a linha Asus ExpertBook P para atender a esse tipo de demanda. Os notebooks são voltados ao trabalho híbrido e trazem IA integrada, além da suíte Asus MyExpert, que reúne ferramentas de colaboração por IA, tradução automática, transcrição de reuniões e marcas d’água de segurança.
Segundo a Asus, os modelos também contam com chassi reforçado, teclados resistentes a derramamento de líquidos, testes internos e da indústria, além de diagnósticos inteligentes para manutenção preventiva. A proposta é reduzir o tempo de máquina parada e os custos operacionais associados a falhas de equipamentos.
Em um mercado mais disputado por jovens talentos, o levantamento reforça a tese de que o notebook corporativo deixou de ser apenas custo operacional. Ele passou a compor a imagem da empresa como empregadora e, para parte da geração Z, pode funcionar como critério na hora de aceitar ou recusar uma vaga.
“As empresas que ainda tratam o notebook corporativo como item de linha de custo vão sentir isso na capacidade de contratar. O mercado já deu o recado: para a Geração Z, tecnologia não é benefício, é critério”, diz Costa.
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