Papa é pop e ama tênis — a rotina saudável do líder religioso
Eleito no ano passado, o Papa Leão XIV é um amante do tênis e passou a ter sua relação com o esporte destacada em diferentes ocasiões, incluindo uma audiência com o número 1 do mundo, Jannik Sinner.
O pontífice passou a tentar reservar tempo em sua agenda para jogar semanalmente, como parte de sua devoção agostiniana ligada à atividade física e à espiritualidade.
Antes de se tornar papa, o então cardeal Robert Prevost já havia comentado sua relação com o esporte em entrevista à Ordem Agostiniana. “Eu me considero bastante um jogador amador de tênis”, disse ele em 2023, após assumir o comando do Dicastério para os Bispos.
“Desde que deixei o Peru, tive poucas oportunidades de praticar, então estou ansioso para voltar às quadras”, acrescentou. A Regra de Santo Agostinho, antigo guia para a vida religiosa, destaca o valor dos bons hábitos.
“Ele está tentando manter alguma regularidade na rotina que vem da Regra”, disse o reverendo Rob Hagan, prior da Província Agostiniana de St. Thomas of Villanova e capelão das equipes de basquete e futebol americano da Universidade de Villanova — alma mater do papa na Pensilvânia.
Esporte como instrumento de reflexão e convivência
O Vaticano divulgou uma mensagem em vídeo na qual Leão defendeu o papel do esporte como ferramenta de paz e diálogo entre culturas.
“Na vida, assim como no jogo, ninguém se salva sozinho”, disse o papa. “Precisamos dos outros para crescer, aprender respeito, superar nossos limites e celebrar juntos as vitórias que conquistamos. Pedimos que o esporte seja sempre uma escola de fraternidade, não de rivalidade vazia, um espaço de encontro, não de exclusão.”
“Se o seu adversário te vencer, tudo bem. Mas não se derrote — sabe, as duplas faltas, as bolas na rede. Jogadas que não têm nada a ver com o adversário, mas com você”, disse o reverendo Hagan. “Isso exige disciplina mental, uma capacidade de criar bons hábitos", enfatizou Hagan.
Rotina intensa e exigente do pontificado
O esporte também é visto como compatível com a rotina do papa, marcada por viagens e compromissos constantes. Em abril, Leão percorreu mais de 17.700 quilômetros em 18 voos durante uma viagem de 11 dias à África.
“Olhe apenas a agenda dele. Veja o ritmo que ele mantém”, disse Hagan. “Ele consegue cantar partes da missa porque tem capacidade pulmonar. Nós o ouvimos porque ele tem força na voz. Isso é algo que não se aprende no seminário: ser líder espiritual é um trabalho fisicamente exigente.”
O tenista Marin Čilić, campeão do US Open de 2014, disse que foi “incrível ouvir que o Papa Leão gosta de tênis”. “É um jogo lindo. Você aproveita especialmente quando joga sem pressão de tempo, sem pressão de torneios”, afirmou.
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