Carol Castro detalha luta contra fibromialgia e desabafa sobre sintomas confundidos com sinusite

Por Marcela 26 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Carol Castro detalha luta contra fibromialgia e desabafa sobre sintomas confundidos com sinusite

A atriz Carol Castro, de 41 anos, emocionou o público do programa ‘Encontro com Patrícia Poeta’ nesta quinta-feira (26) ao detalhar seu diagnóstico de fibromialgia. Durante a conversa, a artista, que interpreta Clarice na novela ‘Garota do Momento’, explicou a dificuldade de identificar a doença e como os sintomas eram confundidos com outros problemas de saúde.

O desafio do diagnóstico por exclusão

Carol relatou que a descoberta da síndrome de dor crônica não foi imediata, passando por diversas investigações médicas antes de chegar à conclusão final. “É muito difícil você chegar a esse diagnóstico de fibromialgia porque não existe um exame específico; é por exclusão. Eu fui fazendo vários exames, várias investigações de saúde, porque já sentia algumas dores… muita dor de cabeça. Inclusive, quando me chamaram para fazer a Clarice [personagem da novela ‘Garota do Momento’], foi muito engraçado, porque eu tenho vivência em duas situações: já perdi a memória momentaneamente quando sofri um acidente de bicicleta aos 16 anos e sei muito bem o que é ter dor de cabeça, enxaqueca, tontura etc. Então, lido com isso há muitos anos”.

A atriz relembrou que, inicialmente, associava o mal-estar a questões físicas localizadas: “Antigamente, eu achava que era sinusite, porque, em mim, é muito forte na cabeça e no pescoço, e tenho uma Disfunção Temporomandibular (DTM). Aí eu já estava usando placa, enfim, tive a lesão no joelho, meu pai faleceu meses depois, eu estava filmando e vou falar o quanto é importante o trabalho nessas horas. Salva em alguns casos, porque tem pessoas que nem conseguem levantar da cama”, continuou.

Sintomas invisíveis e estresse oxidativo

Além das dores, Carol Castro enfrentou manifestações físicas como manchas na pele e o chamado livedo reticular. Ao buscar ajuda especializada, deparou-se com conceitos novos sobre o impacto do emocional no corpo.

“Que tem muito a ver com isso: estresse, preocupação, falta de sono. E tem livedo reticular, que não tem uma ligação com a fibromialgia especificamente… Aí vai para o exame do toque: o famoso ‘dói aqui’. Tudo doía. É uma síndrome de dor crônica totalmente ligada ao sistema nervoso. É como se o cérebro estivesse o tempo todo em alerta”, enfatizou.

A atriz destacou que a invisibilidade da doença gera preconceito: “É uma doença silenciosa, que não é vista, é invisível, e há muito julgamento das pessoas”, disse.

Trabalho e exercícios como “melhores remédios”

Sobre o tratamento, Carol revelou que faz uso de medicação, mas ressaltou que a rotina profissional e a atividade física são seus pilares de recuperação, apesar dos desafios com a qualidade do sono.

“Eu também tenho ansiedade, que normalmente é ligada à doença, ou depressão etc. O trabalho é um remédio, e o aeróbico é muito mais potente do que qualquer medicação… Só que é contraditório, porque você não tem sono reparador, não dorme bem à noite. Tenho um exame marcado de polissonografia para descobrir se tenho alguma apneia e melhorar, porque é isso: você acorda cansada, sem energia. Muitas vezes também, quando faço uma cena muito difícil à noite, faço compressa quente para relaxar e, no meu caso, o trabalho sempre me curou”, concluiu Carol.

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