3 sinais de alta para o bitcoin que investidores ignoram em meio a medo extremo
O mercado permanece tomado por medo extremo. Muitos investidores de bitcoin focam somente em flutuações de curto prazo e se prendem em fatores negativos. Assim, acabam ignorando fundamentos sólidos do ativo.
Embora o preço esteja passando por uma correção, os dados a seguir reforçam a possibilidade de recuperação.
Crescimento da Lightning Network
O preço do bitcoin sofreu forte queda. Entretanto, seu uso como rede de pagamentos alcançou um recorde histórico, conforme dados expressivos da Lightning Network.
A Lightning Network é um protocolo layer 2 desenvolvido sobre o bitcoin. Ela permite transações escaláveis, de baixo custo e praticamente instantâneas, tornando-se ideal para pagamentos cotidianos.
Levantamento da Newhedge mostra que a capacidade da Lightning Network do bitcoin atingiu o recorde de 5.800 BTC em dezembro. O patamar seguiu acima de 5.600 BTC no início de 2026.
Para que a Lightning Network funcione, os participantes precisam comprometer BTC nos canais de forma antecipada. Esse BTC comprometido forma a capacidade da rede.
Portanto, a capacidade define o valor total que pode ser movimentado via Lightning Network em determinado momento. O aumento desse indicador evidencia avanços em escalabilidade, confiabilidade e adesão de usuários.
Além disso, relatório recente da River revelou que a Lightning Network superou US$ 1 bilhão em volume mensal de transações pela primeira vez. Foram processadas 5,22 milhões de operações. Esse crescimento mostra que empresas e exchanges já adotam a Lightning para movimentar valores reais.
“… Enquanto todos estão concentrados na queda do bitcoin para US$ 63 mil, algo ocorreu na semana passada e passou despercebido. A Lightning Network superou a marca de US$ 1 bilhão em volume mensal de transações pela primeira vez… Empresas estão utilizando o recurso”, afirmou Fernando Nikolić, desenvolvedor da Perception.
Sam Wouters, diretor de marketing da River, explicou que a maioria das transações envolve transferências entre exchanges, muitas vezes com valores elevados. Ele prevê que, futuramente, o surgimento de agentes de IA pode reduzir o valor médio das operações, pois executarão várias transações pequenas.
Recuperação do hashrate
Outro ponto relevante é o hashrate do bitcoin — métrica importante que mede o poder computacional total da rede. O indicador voltou a níveis de setembro do ano passado, quando o BTC era negociado acima de US$ 100 mil.
A forte recuperação registrada em fevereiro sinaliza que mineradores retornaram com mais confiança. O movimento também reforça a segurança e a resiliência da rede.
Os mineradores parecem ter superado o sentimento negativo mais severo. Eles retomaram as operações após interrupções provocadas por eventos climáticos no início deste ano.
Historicamente, o hashrate tende a subir junto ao preço do bitcoin. Esse padrão costuma sinalizar possível retomada do BTC.
Sinal de fortalecimento de demanda
Outro dado relevante: o Coinbase Premium Index voltou ao campo positivo na última semana do mês, após permanecer negativo por quatro semanas consecutivas.
O Coinbase Premium Index mede a diferença de cotação do bitcoin entre a Coinbase e a Binance. O retorno ao patamar positivo sinaliza que investidores dos Estados Unidos aceitam pagar mais caro por BTC.
“Esse retorno ao território positivo sugere melhora gradual na demanda vinda de participantes profissionais e institucionais, especialmente baseados nos Estados Unidos. O sinal ainda é provisório e reflete cautela dos investidores. Porém, os níveis atuais de preço voltam, aos poucos, a se tornar atrativos para participantes institucionais”, comentou Darkfost, analista da CryptoQuant.
Esses sinais positivos podem parecer discretos em meio ao pessimismo atual. Contudo, podem servir de catalisador para uma recuperação.
Análise recente do BeInCrypto destacou que um rompimento da resistência em US$ 67.394 melhoraria a estrutura de preço negativa no curto prazo. Esse movimento criaria condições para novo avanço do BTC.
*Matéria original por Lucas Espindola no BeinCrypto, portal parceiro da EXAME.
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