Champions League: juntos, PSG e Arsenal valem mais que todos clubes do Brasileirão
A final da Champions League 2026 acontece neste sábado, 30, entre Paris Saint-Germain (PSG) e Arsenal. A decisão será disputada na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria.
O Arsenal teve uma temporada de sucesso com a conquista da Premier League e agora busca o primeiro título europeu de sua história, enquanto o PSG tenta voltar ao topo do continente.
Além da disputa pela glória na Europa, a partida ainda evidencia um abismo entre os clubes brasileiros e europeus.
De acordo com o site esportivo Transfermarkt, Arsenal e PSG valem, juntos, 2,44 bilhões de euros, o equivalente a R$ 14,3 bilhões. São números superiores aos 20 times de elite do Campeonato Brasileiro que, juntos, chegam a 2,01 bilhões de euros, ou R$ 11,9 bilhões.
O valor de mercado do Arsenal é de 1,23 bilhão de euros (R$ 7,2 bi), enquanto o PSG vale um pouco menos, 1,21 de euros (R$ 7,1 bi).
Entre as agremiações brasileiras, o Transfermarkt aponta que o Palmeiras é o que tem maior valor de mercado, com 229,4 milhões de euros (R$ 1,35 bilhão), seguido pelo Flamengo, que aparece com 213,4 milhões de euros (R$ 1,25 bilhão).
No Top-5, completam a lista o Cruzeiro, com 174 milhões de euros (R$ 1,02 bilhão); Corinthians, com 150,3 milhões de euros (R$ 884,12 milhões), e Botafogo, com 125 milhões de euros (R$ 735,59 milhões).
Jogadores mais valiosos
Entre os jogadores com maior valor de mercado, os primeiros da lista são do Arsenal: de acordo com o Transfermarkt, o atacante Bukayo Saka e o meia Rice aparecem avaliados em 120 milhões de euros (R$ 702 mi).
Pelo lado do PSG, os principais são os meias Vitinha e João Neves, com 110 milhões de euros (R$ 643,2 milhões), e o atacante Dembélé, com 100 milhões de euros (R$ 584,8 milhões).
Entre os atletas que atuam no Brasil, o atacante palmeirense Vitor Roque aparece em primeiro, avaliado em 38 milhões de euros (R$ 222,2 milhões), seguido pelo meia flamenguista Lucas Paquetá e pelo meia Danilo, do Botafogo, ambos com 32 milhões de euros (R$ 188,2 milhões).
O que dizem os especialistas?
Para executivos da indústria do futebol, mesmo com a diferença de valores, o Brasil se destaca no futebol por alguns motivos, entre elas a atratividade de um mercado que pode impulsioná-los à disputa da Copa do Mundo.
"O Brasil hoje exerce um papel semelhante ao da Premier League em relação à Europa periférica. Ele atrai, desenvolve, expõe e vende melhor. Um exemplo é que o Brasileirão teve mais jogadores convocados na seleção do Uruguai do que a própria liga inglesa em determinado momento das Eliminatórias, mostrando que atuar no país dá relevância futebolística continental", afirma Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports, que gerencia a carreira de atletas como Vini Jr. e Endrick.
Para Moises Assayag, especialista em finanças no esporte, o futebol brasileiro está passando por uma transformação desde 2024 com cada vez mais investimentos e valores maiores em transferências de jogadores.
"Os motivos são, principalmente, o amadurecimento das SAFs e a enorme injeção de investimento das bets no mercado", diz. "Isso permitiu a maior profissionalização da gestão dos campeonatos e o crescimento das receitas de TV, que também contribuíram para mudar o patamar de movimentação de recursos financeiros do futebol brasileiro."
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