Chanceler do Irã diz que Forças Armadas darão ‘lição’ a agressores
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado, 28, que as Forças Armadas do país “ensinarão aos agressores a lição que merecem” ao comentar o que chamou de guerra “ilegal e ilegítima” conduzida por Benjamin Netanyahu, primeiro-receberministro de Israel, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, contra o país.
A declaração foi publicada no X após o ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã na madrugada de sábado.
Netanyahu and Trump's war on Iran is wholly unprovoked, illegal, and illegitimate.
Trump has turned 'America First' into 'Israel First'—which always means 'America Last'.
Our Powerful Armed Forces are prepared for this day and will teach the aggressors the lesson they deserve pic.twitter.com/xhiWydMyXy
— Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) February 28, 2026
No texto, Araghchi classificou a ofensiva de Netanyahu e Trump como “totalmente não provocada”.
O chanceler também afirmou que Trump teria transformado o slogan America First, expressão em inglês que significa “América em primeiro lugar”, em Israel First, “Israel em primeiro lugar”, o que, segundo ele, resultaria em America Last, “América em último lugar”.
“Nossas poderosas Forças Armadas estão preparadas para este dia e ensinarão aos agressores a lição que merecem”, escreveu Araghchi, sem detalhar quais medidas militares poderiam ser adotadas nem citar operações específicas.
Menção a Trump
A mensagem incluiu a imagem de uma publicação feita por Trump em 2012, na qual o então empresário afirmava que, diante da queda de popularidade do presidente à época, Barack Obama, ele poderia lançar um ataque contra Líbia ou Irã.
Ao recuperar o conteúdo, o chanceler iraniano tenta associar o atual cenário a críticas anteriores feitas por Trump a ações militares no exterior.
O tom adotado por Araghchi reforça a estratégia do governo iraniano de apresentar o país como alvo de uma ofensiva externa coordenada.
Ao usar termos como “ilegal” e “ilegítima”, o ministro tenta situar o conflito no campo do direito internacional, embora não mencione resoluções específicas ou organismos multilaterais.
Ataque ao Irã
Os Estados Unidos e Israel realizaram, na madrugada deste sábado, 28, um ataque coordenado contra o Irã. As primeiras explosões foram registradas em Teerã, capital do país. Segundo a imprensa iraniana, ao menos outras quatro cidades também foram atingidas.
A ofensiva ocorre após semanas de negociações entre Washington e Teerã para tentar fechar um acordo que limitasse ou encerrasse o programa nuclear iraniano. As conversas, no entanto, não avançaram.
Em vídeo publicado na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ação tem como objetivo “defender o povo americano”.
O Irã respondeu atacando quatro bases norte-americanas no Oriente Médio. Segundo a agência estatal Fars, os alvos foram a base aérea de Al Udeid, no Catar; Al Salem, no Kuwait; Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos; e a base da Quinta Frota dos EUA, no Bahrein.
Os países da região repudiaram os ataques e informaram que interceptaram a maior parte das ofensivas iranianas.
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