China reforça segurança energética após impacto da crise no Estreito de Ormuz

Por Estela Marconi 7 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
China reforça segurança energética após impacto da crise no Estreito de Ormuz

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu a aceleração da construção de um novo sistema energético no país, em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre o fornecimento global de combustíveis.

A declaração foi divulgada nesta terça-feira, 7, pela emissora estatal CCTV e ocorre em um momento de alta nos preços do petróleo, pressionados pelas tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de energia.

Sem citar diretamente o conflito envolvendo o Irã, Xi afirmou que o país precisa avançar na diversificação das fontes e fortalecer toda a cadeia energética — da produção ao armazenamento e distribuição.

O presidente também reforçou a necessidade de expandir a energia nuclear de forma “ativa, segura e ordenada”, além de consolidar um sistema mais robusto para garantir estabilidade no abastecimento.

Avanço das renováveis, mas carvão segue relevante

Os dados mais recentes mostram que a China tem ampliado rapidamente sua capacidade de geração limpa. No fim de fevereiro, a potência instalada de energia eólica e solar chegou a 1,88 bilhão de quilowatts, com crescimento anual de quase 30%.

Atualmente, cerca de 40% da eletricidade do país já vem de fontes renováveis. Ainda assim, Xi reiterou que o carvão continua sendo a base do sistema energético chinês e seguirá desempenhando papel estratégico como fonte de suporte.

O conflito no Oriente Médio já tem efeitos concretos sobre a economia chinesa, elevando custos logísticos e energéticos. O bloqueio do Estreito de Ormuz afetou o fluxo de petróleo, obrigando o governo a adotar medidas temporárias para conter a alta dos combustíveis no mercado interno.

Autoridades chinesas afirmaram, no entanto, que parte dos navios do país conseguiu atravessar a região após coordenação com atores envolvidos.

A China tem criticado os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, ao mesmo tempo em que defende o respeito à soberania dos países do Golfo — região com a qual mantém relações estratégicas em energia e comércio.

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