Chuva de meteoros Líridas: pico é nesta madrugada — e você pode ver sem telescópio

Por Tamires Vitorio 21 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Chuva de meteoros Líridas: pico é nesta madrugada — e você pode ver sem telescópio

Hoje à noite, quem tiver disposição para perder algumas horas de sono e olhar para o céu vai encontrar um espetáculo que se repete há pelo menos 2.700 anos. A chuva de meteoros Líridas atinge seu pico em 22 de abril, com a maior visibilidade nas madrugadas de 22 e 23.

O melhor horário para observação no Brasil é a partir das 2h da manhã, no horário de Brasília, quando o radiante (o ponto do céu de onde os meteoros parecem se originar) começa a se elevar no horizonte norte, próximo à estrela Vega, na constelação de Lira, segundo o astrônomo Dr. Marcelo De Cicco, do projeto EXOSS, parceiro do Observatório Nacional.

Em locais com baixa poluição luminosa, é possível ver entre 15 e 20 meteoros por hora. Embora não seja uma das chuvas mais intensas do calendário astronômico, as Líridas são conhecidas por meteoros rápidos e brilhantes, além de ocasionais picos inesperados.

O que causa o fenômeno

A chuva ocorre anualmente quando a Terra atravessa a nuvem de detritos deixada pelo cometa C/1861 G1 Thatcher, que tem período orbital de aproximadamente 415 anos, segundo o Observatório Nacional.

Os registros mais antigos do fenômeno remontam a 687 a.C., em anotações chinesas, tornando as Líridas uma das chuvas de meteoros mais antigas já documentadas pela humanidade.

Os fragmentos que cruzam o céu não são rochas gigantes: são pequenos e queimam totalmente antes de tocar o solo.

"É um espetáculo celeste sem nenhum risco para o nosso planeta ou para os dispositivos em órbita", afirma o professor de física Thiago Machado, do Colégio Católica Brasília, em declaração ao portal Juruá em Tempo.

Por que este ano é favorável

A condição lunar é especialmente boa em 2026. O pico das Líridas ocorre dois dias antes da fase de Quarto Crescente, com a Lua iluminada em cerca de 27%, segundo o Observatório Nacional.

O ocaso lunar acontece antes da ascensão do radiante, o que garante que as horas de maior atividade aconteçam sob céu completamente escuro — favorecendo a observação até mesmo dos meteoros mais fracos.

Como ver do Brasil

Observadores nas regiões Norte e Nordeste terão visibilidade mais favorável, pois o radiante estará mais elevado no céu, segundo o projeto EXOSS.

Nas regiões mais ao Sul, a taxa de meteoros visíveis será menor, mas ainda será possível acompanhar os traços mais intensos.

Nenhum equipamento especial é necessário. Basta um local afastado das luzes da cidade, um pedaço de céu aberto e disposição para perder algumas horas de sono. "Pode ser observada por qualquer pessoa que tenha uma visão razoável.

Não precisa de telescópios, câmeras nem qualquer equipamento especial", resume o astrônomo Carlos Zurita, da BRAMON, em declaração ao Olhar Digital. Aplicativos como Sky Safari e Stellarium ajudam a identificar a posição do radiante em tempo real.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: