Com dois gols de Mbappé, França vence Senegal e deixa zebra de 2002 no passado

Por Alan Favaron 16 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Com dois gols de Mbappé, França vence Senegal e deixa zebra de 2002 no passado

Finalista das últimas duas Copas do Mundo, sendo campeã em 2018, a França começou mais um Mundial confirmando o favoritismo. A seleção francesa venceu o Senegal por 3 a 1 nesta terça-feira, 16, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo I da Copa do Mundo de 2026.

O resultado teve um significado especial para os franceses. O Senegal foi justamente o adversário da traumática estreia da França na Copa do Mundo de 2002, quando a então campeã mundial foi derrotada por 1 a 0. Naquela edição, os europeus terminaram na lanterna do Grupo A, com apenas um ponto.

Desta vez, porém, o roteiro foi diferente. Com dois gols de Kylian Mbappé e um de Bradley Barcola, a França superou os senegaleses e iniciou sua campanha na liderança do Grupo I, afastando qualquer risco de repetir o pesadelo vivido há 24 anos.

O triunfo sobre o Senegal impediu que a história se repetisse em campo. Fora dele, porém, algumas semelhanças entre a França de 2002 e a de 2026 chamam a atenção.

Troca de gerações

Em 2002, a França chegava sem Didier Deschamps, que se aposentou como jogador um ano antes do Mundial. Além disso, Laurent Blanc, outra peça importante do título de 98, já não representava mais a seleção.

Agora, em 2026, quatro peças importantes das campanhas de 2018 e 2022 também não fazem mais parte da seleção francesa. Hugo Lloris, Raphaël Varane, Olivier Giroud e Antoine Griezmann não representam mais o país europeu.

Também houve uma troca na capitania. Hugo Lloris foi o responsável por carregar a faixa de capitão nas duas últimas Copas. Agora, a responsabilidade é de Kylian Mbappé, principal craque da seleção francesa.

Mas a expectativa é que Mbappé divida a responsabilidade técnica nesta campanha francesa com Ousmane Dembélé. O atacante do PSG conquistou a Bola de Ouro em 2025 e vem se tornando uma das principais referências do futebol atual.

Ataque estrelado

Roger Lemerre, técnico da seleção francesa na Copa do Mundo de 2002, contava com um elenco repleto de talentos, mas não conseguiu fazer o setor ofensivo render como esperado.

O treinador tinha Thierry Henry, que terminou como artilheiro da Premier League; David Trezeguet, que liderou a artilharia da Serie A italiana; e Djibril Cissé, que foi o principal goleador da Ligue 1 francesa, mas que ficaram devendo no Mundial.

Já Deschamps, atual treinador francês, além de Mbappé, astro do Real Madrid, e Dembélé, grande nome do PSG, também conta com Michael Olise, a grande sensação do futebol mundial nesta temporada. O atacante brilhou com a camisa do Bayern de Munique, onde marcou 22 gols e deu 31 assistências em 52 jogos.

Ele também tem à disposição Rayan Cherki, contratação badalada do Manchester City na última temporada. Pelo time inglês, ele balançou as redes 10 vezes e deu 15 passes para gols em 52 partidas.

Cicatrizes do passado

Deschamps costuma destacar que não fazia parte da seleção francesa na campanha de 2002 e que boa parte de seus atuais jogadores sequer havia nascido naquela época. Ainda assim, o treinador reconhece que experiências do passado podem servir de aprendizado para o presente.

Recentemente, ao comentar sobre o tema, afirmou que “quando um jogador francês está confortável, não é nesse momento que apresenta sua melhor versão”. A vitória por 3 a 1 sobre o Senegal não apaga as lembranças de 2002, mas mostra uma França capaz de transformar uma cicatriz em motivação para começar o Mundial com o pé direito.

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