Com 'surfista' Matheus Cunha, Brasil bate frágil Haiti pela Copa do Mundo
Depois de uma estreia tensa, deixando a desejar e com muitas dúvidas contra Marrocos, a Seleção Brasileira fez o que se esperava dela contra o Haiti, adversário mais fraco desse grupo C da Copa do Mundo: se impôs.
A vitória por 3 a 0 deixou a Seleção na liderança do grupo, que ainda conta com Escócia e Marrocos. Os africanos venceram os europeus por 1 a 0 nesta sexta.
Vantagem construída no 1º tempo
O Brasil construiu sua vantagem na primeira etapa. Mas isso veio com mudanças.
Carlo Ancelotti entrou com uma formação diferente. Começaram como titulares o lateral Danilo, no lugar de Ibañez, e Matheus Cunha, na vaga de Igor Thiago. E deu certo. Cunha marcou dois gols - foi o segundo paraibano na história a anotar em Copas do Mundo, o primeiro foi Júnior "Capacete" em 1982.
Cunha comemorou os gols imitando um surfista. O atacante aprecia o esporte das ondas.
Vinicius Jr., que novamente mostrou disposição e criatividade, marcou o outro da etapa inicial após aproveitar rebote do goleiro Placide.
Claramente foi um Brasil mais disposto, menos nervoso e que buscou a área adversária de forma mais intensa. Claro que também contou com a fragilidade do Haiti, que no começo de jogo cometeu faltas duras.
Quem decepcionou novamente foi Raphinha. O gol que anotou foi invalidado por impedimento. O outro, também em posição irregular, foi perdido até de forma grosseira.
O atacante acabou saindo no final do primeiro tempo lesionado.
Segundo tempo
A etapa final começou de forma mais branda. O Brasil teve outro espírito: de admistrar o resultado.
Aos 12 minutos, Vini Jr não alcançou cruzamento perigoso, na primeira boa chance do Brasil na segunda etapa.
O Haiti até que tentou algumas jogadas ofensivas, mas foram facilmente neutralizadas pela defesa brasileira, que pouco foi testada no duelo desta sexta. Aos 17 minutos, porém, em cobrança de escanteio, Ricardo Adé quase marcou de cabeça. Allison fez boa defesa.
Finalmente Endrick
Ancelotti resolveu mexer na equipe. Entraram Endrick (com gritos na torcida) e Gabriel Martinelli, substituindo Lucas Paquetá e Matheus Cunha.
Aos 22 minutos, na jogada mais bonita do Brasil no jogo, triangulação entre Bruno Guimarães, Vini e Martinelli resultou numa bomba do último no travessão, mas o lance já havia sido anulado por impedimento.
Aos 30 minutos, em jogada iniciada por Endrick, Douglas Santos saiu livre pela esquerda e finalizou para fora, desperdiçando ótima oportunidade.
Dois minutos depois, Endrick anotou, mas novamente o tento foi invalidado por impedimento.
Ancelotti fez suas últimas alterações aos 35 minutos, com Ederson Silva e Danilo Santos nos lugares de Bruno Guimarães e Vini Jr.
O Brasil teve chance de marcar o quarto gol, mas Ederson acabou se enrolando com a bola e não conseguiu realizar o chute.
Nos acréscimos, Allison ainda teve que trabalhar: espalmou para escanteio bom chute de Simon.
Próximo jogo
O Brasil fecha sua participação na fase de grupos da Copa do Mundo na próxima quarta-feira, 24, a partir das 19h, contra a Escócia.
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