Com venda de fatia no radar, OnlyFans pode valer mais de US$ 3 bilhões
A OnlyFans está em uma fase avançada de conversas para vender participação minoritária em um acordo que pode avaliar a plataforma em mais de US$ 3 bilhões, segundo fontes ouvidas pelo Financial Times.
A fatia negociada é inferior a 20% e envolve o fundo americano Architect Capital, recolocando a companhia no radar de investidores pouco tempo após a morte de Leonid Radvinsky, controlador da plataforma.
A negociação ocorre em um momento de transição dentro da empresa, que passou por forte expansão nos últimos anos e hoje figura entre as plataformas digitais mais lucrativas do mercado, disseram as fontes.
Com a morte de Radvinsky em março, sua participação passou a ser administrada por um trust familiar, hoje liderado por sua viúva, Katie Radvinsky, que assumiu também as conversas com potenciais investidores.
Pessoas a par das negociações afirmam ao jornal estadunidense que o acordo pode ser fechado já no próximo mês, embora ainda não esteja garantido e possa sofrer mudanças até a conclusão.
Nos bastidores, a empresa já trabalhou com a possibilidade de uma venda de controle que poderia levar a uma avaliação superior a US$ 5 bilhões. Agora, porém, a discussão está centrada em uma fatia menor.
De acordo com essas fontes familiarizadas, o interesse do Architect Capital não surgiu agora.
No fim do ano passado, o fundo chegou a negociar exclusivamente a compra de uma participação maior da plataforma, conforme havia sido reportado anteriormente pelo Wall Street Journal.
Outros potenciais compradores também circularam na disputa, incluindo a Forest Road Company, apoiada pelos bilionários britânicos David e Simon Reuben.
Mesmo com a polêmica em torno do tipo de conteúdo hospedado, por vezes de cunho sexual, a OnlyFans segue como um negócio altamente rentável, na avaliação das fontes consultadas pelo FT.
A companhia pagou US$ 701 milhões em dividendos apenas no último ano e movimentou cerca de US$ 7,2 bilhões em receitas, impulsionadas por assinaturas, gorjetas e pagamentos adicionais feitos pelos usuários aos criadores.
O acordo com o Architect Capital também pode, assim, abrir espaço para o desenvolvimento de novos produtos financeiros voltados aos criadores de conteúdo.
A ideia é facilitar o acesso desse público a serviços bancários tradicionais, algo que ainda é um entrave para parte dos usuários da plataforma.
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