Cometa raro pode ser visto do Brasil nesta semana; entenda o fenômeno
O cometa C/2025 R3 (PanSTARRS) pode ser observado do Brasil nesta semanaa, em um dos momentos mais favoráveis de visibilidade do fenômeno, impulsionado pela aproximação do objeto em relação ao Sol.
O C/2025 R3 é um cometa de órbita longa, originado no Cinturão de Kuiper — região gelada localizada além de Netuno.
Esse tipo de corpo celeste pode levar centenas ou milhares de anos para completar uma órbita, e em muitos casos não retorna ao Sistema Solar após sua passagem.
Descoberto em 2025, o objeto ganhou destaque por apresentar uma cauda longa e brilhante, visível em imagens registradas em diferentes partes do mundo.
Por que ele está visível agora
O cometa atinge neste período o chamado periélio, ponto de sua trajetória mais próximo do Sol. Essa aproximação aumenta o aquecimento do núcleo e intensifica a liberação de gases e poeira, formando a cauda característica e ampliando o brilho.
A estimativa é que o cometa alcance magnitude próxima de 2,5, o que permite observação a olho nu em condições ideais.
Como observar do Brasil
Nesta semana, o melhor momento para visualizar o fenômeno é cerca de uma hora antes do nascer do Sol, olhando para o horizonte leste.
A observação depende de três fatores principais:
O uso de binóculos pode facilitar a identificação, especialmente em áreas urbanas.
Fenômenos que aumentam o brilho
A visibilidade do cometa pode ser reforçada por um efeito conhecido como dispersão frontal, quando partículas da cauda refletem a luz solar diretamente em direção à Terra, aumentando temporariamente o brilho do objeto.
Esse fenômeno pode tornar a cauda mais evidente nos dias próximos ao fim de abril.
Após o dia 27 de abril, quando o cometa atinge sua menor distância da Terra (cerca de 73 milhões de quilômetros), ele voltará a ser visível no início da noite, após o pôr do sol.
Entre os dias 21 e 26 de abril, no entanto, a observação será prejudicada pela proximidade angular com o Sol.
Após essa passagem, o C/2025 R3 deve ser lançado para fora do Sistema Solar, sem previsão de retorno.
Isso torna a observação atual uma oportunidade rara para acompanhar um objeto vindo das regiões mais distantes do nosso sistema planetário.
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