Como a altitude pode atrapalhar o Flamengo na estreia da Libertadores
A estreia do Flamengo na fase de grupos da Libertadores terá um adversário temido por todos os times brasileiros: a altitude.
Em diversas cidades da América do Sul, estádios localizados a milhares de metros acima do nível do mar representam um desafio extra para equipes brasileiras, pouco acostumadas a essas condições.
Nesta quarta-feira, 8, o Rubro-Negro entra em campo contra o Cusco, do Peru. A equipe, que leva o nome da cidade em que está localizada, mantém seu estádio e suas instalações a 3.400 metros acima do nível do mar.
Como a altitude pode atrapalhar o Flamengo?
Por estarem localizadas acima do nível do mar, cidades com altitude costumam ter ar rarefeito. Isso significa que a quantidade de oxigênio disponível para o organismo é reduzida.
Em altitudes acima de 2.500 metros, por exemplo, jogadores podem sentir efeitos como cansaço precoce, falta de ar, tontura e dificuldade de recuperação após um período praticando atividade física. Em um esporte de alta intensidade como o futebol, essas alterações fisiológicas impactam diretamente o rendimento físico e a capacidade de manter o ritmo da partida.
Inclusive, não é difícil ver atletas com cilindros de oxigênio no banco de reservas no decorrer de jogos nessas condições. A estratégia ajuda os jogadores a recuperarem o fôlego e sofrerem menos com as condições adversas apresentadas.
Outro fator que pode influenciar é o comportamento da bola. Em regiões de grande altitude, o ar mais rarefeito reduz a resistência durante o trajeto, fazendo com que passes longos e chutes ganhem mais velocidade e percorram distâncias maiores. Isso exige um período de adaptação técnica dos jogadores, principalmente goleiros e zagueiros, que precisam ajustar o tempo de reação.
Quais estratégias o Flamengo pode adotar para não sofrer com a altitude?
Historicamente, clubes brasileiros costumam adotar estratégias específicas para minimizar os efeitos da altitude. Além dos cilindros de oxigênio comumente utilizados nos bancos de reservas para evitar a fadiga e a falta de ar, também é comum chegar ao local do jogo poucas horas antes da partida ou realizar treinamentos prévios em cidades elevadas.
Mesmo assim, a condição geográfica segue sendo um obstáculo considerável.
Inclusive, o próprio Flamengo alterou a logística de sua viagem para evitar grandes problemas. Inicialmente, o clube chegaria à cidade do jogo poucas horas antes da partida, como é recomendado por especialistas e médicos do esporte.
No entanto, a equipe optou por chegar antes, permanecer em Cusco por mais de 24h, mas se hospedar em um hotel com quartos "pressurizados" para diminuir os efeitos nos atletas.
Os quartos do hotel JW Marriott El Convento possuem tubulações que aumentam a entrada de oxigênio, buscando minimizar a sensação de altitude. Com isso, os atletas não sentirão os efeitos de estarem a 2.500 metros acima do nível do mar.
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