Como é o supercarro de R$ 14 milhões que a Aston Martin acaba de entregar no Brasil
Se os 3.148 bilionários que existem no mundo atualmente quisessem um Aston Martin Valhalla, a maioria ficaria sem — o que atesta a exclusividade do hypercar inglês, limitado a 999 unidades. Dez são reservadas ao mercado brasileiro, e a primeira acaba de ser entregue.
O desembarque do Valhalla (pronuncia-se “vaurála”) no Brasil coincide com o lançamento do Navitimer B01 Chronograph 43 Aston Martin Formula One Team, primeiro produto da parceira com a fabricante britânica de carros esportivos de luxo e a equipe Aston Martin Aramco Formula One Team.
"A Aston Martin sempre se destacou pela oferta de automóveis exclusivos, com equilíbrio perfeito entre elegância, esportividade e alta tecnologia. O Valhalla eleva todos esses conceitos a um patamar ainda mais elevado", destaca Rodrigo Soares, diretor de operações da Aston Martin São Paulo. "O Valhalla ainda nos proporciona uma satisfação extra: ver um lançamento mundial da Aston Martin chegar ao Brasil no mesmo período das primeiras entregas feitas na Europa e nos Estados Unidos. Isso mostra a importância do mercado brasileiro para a marca."
A Aston Martin São Paulo não divulga valores, mas estima-se que o Valhalla do primeiro cliente brasileiro tenha saído por cerca de R$ 14 milhões – apenas a cor Verdejant Jade custou R$ 1 milhão. Soares garante que os próximos nove serão diferentes, igualmente únicos. “Dois deles virão com carroceria completamente em carbono exposto. Mas, em vez do tom grafite habitual, um será verde e o outro, azul”, adianta o executivo.
Um dos elementos que tornam o Valhalla tão exclusivo é seu trem de força híbrido, composto por um motor 4.0 V8 biturbo de 828 cv e três propulsores elétricos: dois montados no eixo dianteiro e um integrado à nova transmissão de dupla embreagem e oito velocidades, que somam 251 cv.
A força total é de 1.079 cv e 112 quilograma-força metro de torque, números capazes de levar o hypercar aos 100 km/h em 2,5 segundos e à velocidade máxima de 350 km/h.
Tecnologia de Fórmula 1
Primeiro híbrido plug-in de produção em série da Aston Martin, o Valhalla empresta muito da categoria máxima do automobilismo.
Projetado pela Aston Martin Performance Technologies (AMPT), o braço de consultoria da Aston Martin Aramco Formula 1 Team, estrutura de carbono do Valhalla foi criada usando tecnologia proprietária desenvolvida para a Aston Martin. As seções superior e inferior da estrutura são moldadas em fibra de carbono usando uma combinação do processo Resin-Transfer-Moulding (RTM) e tecnologia de autoclave derivada da F1, o que torna a célula dos passageiros extremamente rígida e leve.
Ainda de acordo com a marca, a aerodinâmica do Valhalla chega a 600 kg de downforce entre 240 km/h e 350 km/h, o que reduz gradualmente o ângulo de ataque das asas dianteiras e traseiras para "sangrar" o excesso de força descendente conforme a velocidade aumenta, mantendo assim o equilíbrio aerodinâmico.
Ao dar a partida, o Valhalla seleciona o modo de direção “Sport” como padrão, com o motorista podendo alterar manualmente para "Pure EV", "Sport+" e "Race" por meio de um botão rotativo no console central.
Cada modo tem sua própria combinação de configurações para o trem de força, além de rigidez da suspensão, aerodinâmica ativa e calibração de direção para características de direção distintas. No modo EV puro, a tração é feita apenas pelos motores do eixo dianteiro, com autonomia de 14 quilômetros e velocidade máxima limitada a 140 km/h. À medida que a bateria se esgota, o Valhalla muda automaticamente de EV para Sport, que aciona o motor 4.8 V8 biturbo.
Nos modos EV, Sport e Sport+, a asa traseira ativa permanece retraída para manter a silhueta do Valhalla. No modo Race, a asa traseira sobe 255 mm para máxima força descendente e, durante as frenagens, a asa traseira será acionada predominantemente como freio a ar, trabalhando em conjunto com a asa dianteira ativa para alterar o equilíbrio da pressão e garantir a estabilidade ideal.
Abrindo-se as portas diédricas, o interior apresenta mais referências da Fórmula 1, como a zona dos pés elevada para uma posição de assento baixa, na altura do calcanhar e os assentos de fibra de carbono de uma só peça. O formato do volante também foi inspirado nos carros da categoria.
Batizada de Amphitheatre, a arquitetura interna se caracteriza pelo suporte de carbono que percorre toda a largura da cabine, sobre o qual é instalado o painel de instrumentos. Destaque ainda para o sistema HMI, de resolução ultra nítida e centrada no motorista, composto também por uma tela sensível ao toque.
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