‘Como seria simplesmente ouvir este sinal?’, pergunta neurocientista ao falar sobre procrastinação
Adiar tarefas costuma vir acompanhado de culpa, autocrítica e a sensação de estar sempre “devendo” algo. No ambiente de trabalho, isso vira um ciclo silencioso de ansiedade, improdutividade e desgaste emocional.
Mas e se a procrastinação não fosse falta de disciplina mas, na verdade, um sinal de que algo precisa ser ajustado?
É isso que defende a neurocientista Anne-Laure Le Cunff, autora do livro Tiny Experiments. Para ela, procrastinar não é um defeito de caráter, mas um alerta do cérebro de que há um desalinhamento racional, emocional ou prático em relação à tarefa. As informações foram retiradas de CNBC Make It.
As emoções podem te travar ou te impulsionar. Em apenas 6 horas, aprenda a controlá-las e use-as a seu favor
A procrastinação como sinal, não como falha
Segundo Le Cunff, fomos treinados a associar procrastinação à preguiça ou à falta de força de vontade. O resultado é que quando adiamos algo, passamos mais tempo nos culpando do que resolvendo o problema.
Esse julgamento interno só piora o cenário. Em vez de ajudar a retomar o foco, ele aumenta o estresse e diminui a clareza emocional, exatamente o oposto do que é necessário para agir.
A proposta da neurocientista é mudar a pergunta. Em vez de “por que eu não consigo fazer isso?”, perguntar: o que essa resistência está tentando me dizer?
Quando o problema está no coração
Nesse nível, o bloqueio é emocional. A tarefa não desperta interesse, entusiasmo ou curiosidade, e o cérebro responde com adiamento.
A solução não é ignorar o sentimento, mas mexer no contexto. Trabalhar em outro ambiente, dividir a atividade com alguém ou transformar o momento em algo mais leve pode destravar a ação.
Pequenas mudanças no entorno reduzem a carga emocional negativa associada à tarefa.
Quando o problema está na mão
Aqui, o obstáculo é prático. A sensação é de despreparo: falta de conhecimento, de ferramenta ou de apoio. Nesse caso, a procrastinação surge como autoproteção. O cérebro evita o risco de falhar.
A resposta passa por inteligência emocional aplicada, ou seja, reconhecer limites, pedir ajuda, buscar orientação ou adquirir novas habilidades. Levantar a mão não é fraqueza, é estratégia.
Agir como um cientista, não como um juiz
O maior ganho do método está em eliminar a vergonha associada à procrastinação. Em vez de julgamento, entra a curiosidade, em vez de culpa, investigação.
Le Cunff compara o processo a resolver um quebra-cabeça: identificar a origem do bloqueio e agir de forma específica sobre ele.
Quer transformar suas emoções em força? Inscreva-se gratuitamente e descubra como agir com equilíbrio em qualquer situação
No trabalho, essa habilidade é cada vez mais valiosa. Profissionais emocionalmente inteligentes não são os que nunca travam — são os que sabem interpretar os próprios sinais internos e ajustar o caminho com rapidez.
Aprenda sobre inteligência emocional com especialistas
No fim das contas, dominar a inteligência emocional é dominar a si mesmo. Esse curso é uma oportunidade gratuita para aprender a se automotivar diante de dificuldades, manter o equilíbrio em momentos de alta pressão e liderar com empatia e impacto.
Se você quer transformar suas emoções em um diferencial competitivo, esta é a hora de dar o próximo passo. O curso online gratuito Inteligência Emocional é a oportunidade de desenvolver habilidades que podem transformar sua carreira.
Inscreva-se agora e descubra como dominar suas emoções pode ser o diferencial que faltava para acelerar sua trajetória
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: