Como um garoto pobre de Nova York virou magnata do setor imobiliário e acumulou fortuna de US$ 2 bi

Por Guilherme Santiago 8 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Como um garoto pobre de Nova York virou magnata do setor imobiliário e acumulou fortuna de US$ 2 bi

Quem atravessa a ponte do Brooklyn, em Nova Iorque, tende a fixar o olhar nos arcos metálicos, na engenharia exposta e no recorte da cidade ao fundo. Mas há uma história menos evidente que se desenrola para além da paisagem. Foi ali que um dos homens mais ricos dos EUA começou a erguer sua fortuna.

David Walentas, hoje com 88 anos, é apontado como o principal responsável por redesenhar o entorno da ponte. Onde antes havia uma área pouco valorizada, consolidou-se um bairro de alto padrão e forte apelo imobiliário.

O impacto desse processo se reflete em seu patrimônio – hoje estimado pela Forbes em US$ 2 bilhões (mais de R$ 10 bilhões na cotação atual).

Mas, antes de alcançar o status de bilionário, Walentas era um garoto pobre, que cresceu em meio às restrições de uma crise econômica global iniciada em 1929, marcada por colapso financeiro, desemprego e forte queda na produção.

Da ponte do Brooklyn, começou a história de um bilionário que redesenhou a cidade (Nico De Pasquale Photography/Getty Images)

A infância simples

O pai de Walentas levava uma vida simples nos correios, mas suficiente para sustentar a família. Tudo mudou depois de um derrame. Com três e quatro anos, ele e o irmão passaram a viver e trabalhar em fazendas da região, numa tentativa de complementar a renda doméstica. “Éramos como órfãos”, contou para a Forbes. “Acordávamos de madrugada, tirávamos leite das vacas, pegávamos o ônibus escolar, voltávamos para casa e fazíamos tudo de novo.”

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Apesar da vida difícil, foi dela que surgiu a ambição. “Acho que a maior lição que aprendi foi que eu queria ter mais sucesso”, afirma. O problema é que, para um garoto pobre, com pouca instrução e sem uma base familiar sólida, tudo é mais difícil. Foi preciso, então, abrir o próprio caminho.

No último ano do ensino médio, decidiu tentar uma bolsa em duas universidades: Harvard, “porque já tinha ouvido falar”, e a Universidade da Virgínia, “porque era fevereiro e devia estar quente”. Foi assim, quase ao acaso, que conseguiu a bolsa na UVA. “Mudou minha vida”, diz.

Aos poucos, foi avançando. Limpou fossas para o exército, chegou a vender o próprio sangue em troca de comida. E acabou se apaixonando por Nova York nos anos 1960. Décadas depois, construiu uma trajetória no setor imobiliário à frente da Two Trees Management, com mais de duas dezenas de propriedades residenciais e comerciais no Brooklin.

Sua lição financeira número 1

A primeira grande lição financeira de Walentas não veio de um acerto, mas de um erro. Durante uma licença nos Estados Unidos, ele decidiu fazer seu primeiro investimento: uma pequena casa de fazenda nos arredores de Charlottesville, comprada por US$ 30 mil (cerca de R$ 150 mil). No papel, parecia um bom negócio. Na prática, quase virou prejuízo.

O corretor responsável simplesmente não cobrava os aluguéis e deixava o imóvel vazio por meses. O ativo existia, mas não gerava renda.

Anos depois, ele disse à Forbes que a propriedade hoje poderia valer cerca de US$ 20 milhões. Mas já havia vendido muito antes. O que ficou foi o aprendizado. “Se eu não pudesse administrar, não deveria possuir.”

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