Conferência do Na Prática abre evento com debate sobre escolhas e início de carreira
A abertura da Conferência de Carreira do Na Prática foi pensada para dar o tom do que o evento se propõe a entregar aos jovens ao longo do dia: menos fórmulas prontas e mais repertório para tomar decisões de carreira com mais clareza, ambição e senso de direção.
No palco, a mediação de Anamaíra Spaggiari, CEO do Na Prática, conduziu uma conversa sobre escolhas profissionais, formação, esforço, desenvolvimento de competências e visão de longo prazo — temas que atravessam o início da trajetória de quem ainda está tentando transformar potencial em oportunidade.
Mais do que um momento tradicional de abertura, o painel funcionou como uma síntese da proposta da conferência: aproximar universitários e recém-formados de lideranças de mercado, empresas e discussões concretas sobre trabalho, crescimento e futuro profissional.
Um evento desenhado para quem está começando
A Conferência de Carreira do Na Prática é voltada a jovens em início de trajetória profissional, especialmente estudantes universitários e recém-formados que buscam estágio, emprego e mais proximidade com o mercado.
O evento foi estruturado para oferecer contato com empresas, recrutadores, conteúdo de carreira e momentos de troca que ajudem os participantes a entender melhor onde querem chegar — e como chegar.
Essa lógica apareceu com clareza já na abertura. Em vez de um discurso genérico sobre sucesso, o painel girou em torno de questões que fazem parte da realidade de quem está começando:
O início da carreira também é feito de dúvidas e mudanças de rota
Um dos pontos centrais da conversa foi a ideia de que a primeira escolha não precisa definir toda a trajetória. Ao conduzir o painel, Anamaíra trouxe para o centro uma angústia comum entre os jovens: a pressão por acertar cedo, escolher a formação ideal e encontrar rapidamente um caminho linear de crescimento.
A discussão mostrou justamente o contrário. Carreira é também processo, revisão, adaptação e autoconhecimento. Em muitos casos, a percepção de que determinado ambiente, setor ou cultura não combina com o perfil da pessoa não representa fracasso, mas amadurecimento.
Esse ponto conversa diretamente com a proposta do Na Prática de apoiar jovens não apenas no acesso a oportunidades, mas também na capacidade de fazer escolhas mais conscientes ao longo da trajetória.
O mercado exige mais do que conhecimento técnico
Outro eixo importante do painel foi o debate sobre formação e desenvolvimento profissional. A conversa reforçou que a universidade segue sendo uma etapa importante, mas não basta sozinha para preparar um jovem para o mercado.
A construção de repertório fora da sala de aula — por meio de leitura, informação, observação do contexto econômico e contato com diferentes realidades profissionais — apareceu como uma dimensão decisiva para quem quer ampliar a visão de mundo e tomar decisões melhores.
Ao mesmo tempo, a abertura também reforçou uma percepção cada vez mais presente nas empresas: o profissional que cresce não é apenas o que domina a parte técnica. Comunicação, capacidade de relacionamento, inteligência emocional, adaptabilidade e leitura de contexto têm peso crescente na trajetória de quem quer se destacar.
André Esteves, Chairman e Senior Partner do BTG Pactual e Anamaíra Spaggiari, CEO do Na Prática | Conferência de Carreira 2026
Longo prazo, esforço e consistência
Se houve uma ideia que atravessou o painel inteiro, foi a defesa de uma carreira construída com consistência. A abertura da conferência reforçou que escolhas profissionais não podem ser guiadas apenas por ganhos imediatos, ansiedade ou comparação com a trajetória dos outros.
O recado ao público foi de que construir carreira exige esforço, mas também discernimento. Exige ambição, mas ambição com direção. Exige preparo técnico, mas também maturidade para entender que crescimento sólido costuma ser fruto de decisões acumuladas ao longo do tempo — e não de atalhos.
Esse tipo de mensagem responde a uma tensão real da juventude profissional de hoje: a pressão por resultados rápidos em um mercado cada vez mais exigente.
Um começo de evento alinhado ao que os jovens procuram
Em um cenário em que muitos universitários chegam ao mercado ainda com dúvidas sobre áreas, cultura organizacional e perspectivas de crescimento, abrir a conferência com uma discussão franca sobre carreira ajuda a tornar o evento mais aderente à realidade do público.
Em vez de prometer respostas fáceis, a abertura apostou em algo mais útil: oferecer referências, provocar reflexão e mostrar que trajetórias profissionais relevantes costumam nascer da combinação entre repertório, esforço e capacidade de escolher com consciência.
Esse talvez seja um dos principais acertos da Conferência de Carreira do Na Prática: tratar o jovem não apenas como candidato a uma vaga, mas como alguém em processo de formação profissional — e que, por isso mesmo, precisa de contato com oportunidades, mas também de visão para reconhecê-las.
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