Conflito entre EUA, Israel e Irã fecha espaço aéreo e provoca suspensão de voos
Após Estados Unidos e Israel realizarem, na madrugada deste sábado, 28, um ataque coordenado contra o Irã - seguido por retaliações iranianas, incluindo o lançamento de míssil contra uma base naval dos EUA no Bahrein e disparos em Israel -, todos os níveis e altitudes de voo foram afetados nos espaços aéreos de Bahrein, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
A Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) emitiu um Boletim de Informações de Zona de Conflito alertando as companhias aéreas para que adotem extrema cautela na região.
"Considerando a intervenção militar em curso, é provável que ocorram ações retaliatórias contra ativos dos EUA e de Israel na região, o que acarreta riscos adicionais elevados não só para o espaço aéreo do Irã, mas também para o dos Estados vizinhos que abrigam bases militares americanas ou que são afetados pelas hostilidades e atividades militares associadas, incluindo interceptações. [...] Considerando os desenvolvimentos atuais e previstos, existe, portanto, um elevado risco para a aviação civil no espaço aéreo afetado. Os operadores aéreos não devem operar dentro do espaço aéreo afetado em todos os níveis e altitudes de voo", afirmou a EASA.
Israel fechou seu espaço aéreo para voos civis, segundo a autoridade aeroportuária. Países do Golfo Pérsico (Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã) adotaram a mesma medida depois que o Irã atacou bases americanas na península em retaliação.
Com os espaços aéreos da Rússia e da Ucrânia fechados para a maioria das companhias devido à guerra, o Oriente Médio havia se consolidado como rota central entre Europa e Ásia.
Suspensão de voos
Entre as empresas que anunciaram suspensões estão a Lufthansa, que cancelou voos de e para Dubai no sábado e no domingo e interrompeu temporariamente rotas para Tel Aviv, Beirute e Omã até 7 de março. A Air France cancelou voos para Tel Aviv e Beirute, enquanto a KLM antecipou a suspensão do serviço Amsterdã–Tel Aviv. A Iberia cancelou voos para Tel Aviv, e a Wizz Air suspendeu operações para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã até a mesma data.
A autoridade de aviação do Kuwait interrompeu voos para o Irã até novo aviso, e a Oman Air suspendeu operações para Bagdá.
A British Airways afirmou ter tomado "a decisão operacional de cancelar nossos voos para Tel Aviv e Bahrein até e incluindo 3 de março" e também cancelou o voo para Amã. A Emirates suspendeu operações de e para Dubai, citando "múltiplos fechamentos do espaço aéreo regional". Segundo o Aeroporto Internacional de Dubai, todos os voos da companhia estavam cancelados até as 3h de domingo.
A Emirates, inclusive, foi uma das companhias forçadas a abortar voos em pleno ar - um superjumbo A380 que estava a caminho de São Francisco retornou à base em Dubai.
Segundo a Bloomberg, Turkish Airlines, a Virgin Atlantic e as principais companhias aéreas da Índia, incluindo a Indigo e a Air India, também suspenderam voos para as regiões.
A interrupção simultânea de uma área tão extensa do espaço aéreo do Oriente Médio ameaça desorganizar rotas internacionais em uma das regiões de tráfego aéreo mais movimentadas do mundo.
Suspensão no Brasil
Três voos que estavam a caminho do Oriente Médio neste sábado, 28, estão retornando ao Brasil, segundo informações divulgadas pela CNN. Um da Emirates para Dubai e outro da Qatar Airways para Doha saíram do Aeroporto Internacional de Guarulhos e estão voltando ao país.
O terceiro, que saiu do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, também está retornando ao terminal.
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