Conheça a Fanatics, empresa que vai ficar no lugar da Panini para o álbum da Copa

Por Luiz Anversa 9 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Conheça a Fanatics, empresa que vai ficar no lugar da Panini para o álbum da Copa

A Fifa anunciou nesta quinta-feira que a Panini deixará de produzir os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo a partir de 2031. Na Copa do Centenario, em 2030, serão 60 anos de parceria entre as duas marcas.

Quem assumirá os direitos sobre itens colecionáveis oficiais da entidade será a Topps, que faz parte da empresa Fanatics.

A Fanatics se consolidou como uma das principais plataformas globais do esporte ao atuar simultaneamente nos segmentos de comércio de produtos licenciados, colecionáveis, apostas esportivas, eventos ao vivo e mercados de previsão. Fundada em 2011 e sediada em Nova York, a companhia tem como fundador e CEO o empresário Michael Rubin.

O começo da Fanatics

Inicialmente conhecida pelo varejo digital de artigos esportivos, a Fanatics ampliou seu escopo ao longo da última década e passou a operar por meio de diferentes divisões, como Fanatics Commerce, Fanatics Collectibles e Fanatics Betting & Gaming, além de iniciativas recentes ligadas a entretenimento, mídia e experiências presenciais.

No segmento de varejo esportivo, a Fanatics mantém contratos com mais de 900 ligas, clubes e entidades esportivas no mundo, incluindo NFL, NBA, MLB, NHL e NCAA, além de seleções e clubes do futebol europeu. A empresa também controla marcas tradicionais do setor, como Lids e Mitchell & Ness.

Compra da Topps

Uma das transformações mais relevantes do grupo ocorreu no mercado de colecionáveis. Em 2022, a Fanatics concluiu a aquisição da Topps, tradicional fabricante de figurinhas e cards esportivos, incorporando os direitos de produção de cartões físicos e digitais de ligas como MLB, NBA e NFL.

A Topps comercializa cards de vários esportes

Do ponto de vista financeiro, a Fanatics figura entre as empresas privadas mais valiosas do setor esportivo. Em rodadas de investimento lideradas por grupos como Clearlake Capital, Silver Lake, Fidelity, BlackRock e SoftBank, a companhia alcançou um valor de mercado de cerca de US$ 31 bilhões. De acordo com a revista Forbes, a Fanatics registrou no ano passado receita superior a US$ 8 bilhões e emprega cerca de 22 mil pessoas em suas operações globais.

Álbuns fazem parte da cultura das Copas do Mundo

Os álbuns da Panini se tornaram itens icônicos no futebol e também peças valiosas para colecionadores. Um álbum completo da Copa de 1970, por exemplo, chegou a ser vendido por mais de 10 mil libras em 2017.

Presidente da Fifa, Gianni Infantino destacou o potencial comercial da nova parceria e afirmou que a Fanatics vem revolucionando o setor de colecionáveis esportivos.

“Em todo o panorama esportivo, vemos que a Fanatics está impulsionando uma enorme inovação em itens colecionáveis, proporcionando aos fãs uma nova maneira significativa de interagir com seus times e jogadores favoritos”, disse o dirigente.

Apesar da mudança futura, Panini e Fifa ainda mantêm contrato em vigor pelos próximos anos. Em dezembro de 2023, as partes haviam renovado o acordo de exclusividade para figurinhas, cards colecionáveis, jogos de cartas e itens digitais oficiais.

A parceria atual contempla a Copa do Mundo de 2026, o Mundial de Clubes 2030, a Copa do Mundo Feminina de 2027 e outros torneios organizados pela entidade máxima do futebol.

Procurada pela EXAME, a Panini informou que não irá se posicionar sobre o tema, mas que a parceria com a Fifa segue até 2030.

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