Copa de 2026: quem são os favoritos, as surpresas e os destaques dos grupos A, B, C e D
A Copa do Mundo de 2026 se aproxima e já permite um primeiro mapeamento do cenário competitivo a partir da definição dos grupos.
Com o sorteio realizado em 5 de dezembro, as seleções passaram a conhecer seus adversários e os possíveis caminhos rumo ao título, abrindo espaço para projeções mais concretas sobre a fase inicial do torneio.
Esta edição será histórica: pela primeira vez, o Mundial contará com 48 equipes, ampliando o número de grupos para 12 e aumentando o grau de competitividade — e também de imprevisibilidade.
Diante desse novo formato, surgem as principais perguntas: quem desponta como favorito? Quais seleções podem surpreender? E quem são os destaques individuais capazes de decidir jogos?
A Exame inicia, a partir de agora, uma análise detalhada dos grupos e das seleções, começando pelas chaves A, B, C e D.
Grupo A: favoritismo europeu em meio ao equilíbrio
Com México, África do Sul, Coreia do Sul e Tchéquia abrindo os grupos do Mundial, o favoritismo fica com os europeus.
A Tchéquia, embora tenha se classificado na repescagem, surpreendeu ao eliminar grandes seleções, como a Dinamarca, e chega como favorita ao grupo. Embora não seja uma potência global, tem consistência coletiva e presença de atletas em ligas europeias.
O México, jogando como local, terá a presença da torcida nos jogos, além de contar com a tradição e experiência em mundiais. Embora viva com oscilações recentes, é sempre uma seleção complicada de enfrentar.
Já a Coreia do Sul entra como possível surpresa; com intensidade e disciplina tática, os asiáticos podem surpreender. Já a África do Sul tende a correr por fora, apostando no fator físico de seus atletas.
Grupo B: Suíça larga na frente, mas sem margem para erro
Com Canadá, Suíça, Bósnia e Catar no grupo B, os suíços são os favoritos a ficarem na ponta do grupo. A equipe costuma ter uma defesa forte. Além disso, conta com atletas experientes como Granit Xhaka.
O Canadá, assim como o México, jogará em casa. A seleção tem uma geração com jogadores que estão em grandes ligas, como Alphonso Davies, que joga no Bayern de Munique.
A Bósnia, que se classificou pela repescagem, também pode ser uma pedra no sapato do grupo. Eliminando a Itália nos playoffs, a seleção tem qualidade técnica, mas carrega irregularidade.
Por fim, o Catar novamente entra como incógnita, dependendo muito do encaixe coletivo, mas tendo um elenco bem abaixo se comparado às outras seleções do grupo.
Grupo C: Brasil dominante e caminho favorável
No grupo C estão Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia. A canarinho é a grande favorita do grupo, tanto pelo valor de mercado quanto pela qualidade individual de cada jogador. Além disso, a equipe contará com o experiente Carlo Ancelotti no comando da Seleção. A expectativa é de liderança com relativa tranquilidade.
O Marrocos, destaque recente em Copas, terminando na quarta posição em 2022, surge como principal concorrente. Com organização tática e força defensiva, os africanos podem dar trabalho e são os favoritos ao segundo lugar do grupo.
Já a Escócia tenta brigar pela segunda vaga. Os escoceses contarão com a habilidade de Scott McTominay, atleta que vem brilhando no Napoli, para tentar uma vaga no mata-mata.
Por fim, o Haiti entra como azarão, buscando surpreender em jogos específicos e, quem sabe, fazer história se classificando para a próxima fase.
Grupo D: Estados Unidos com vantagem
Outro grupo que terá seleção mandante é o D. Com Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia, a chave também tende a ser bastante equilibrada.
Os Estados Unidos largam como favoritos, impulsionados por uma geração jovem. A equipe combina intensidade com evolução técnica recente e pode terminar em primeiro lugar.
Já a Turquia aparece como principal rival, com talento individual e capacidade de competir em alto nível. Vindo da repescagem, os turcos já demonstraram que não darão vida fácil aos adversários na Copa do Mundo.
O Paraguai, sexto nas Eliminatórias Sul-Americanas, aposta na solidez defensiva e no jogo físico.
Por fim, a Austrália mantém seu perfil competitivo e disciplinado, mas corre por fora no grupo.
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