Copa do Mundo 2026: conheça Cherki e Olise, a dupla que pode levar a França à terceira final seguida

Por Mateus Omena 16 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Copa do Mundo 2026: conheça Cherki e Olise, a dupla que pode levar a França à terceira final seguida

A seleção da França inicia sua trajetória na Copa do Mundo de 2026 nesta terça-feira, às 16h, contra o Senegal. Vice-campeã das duas últimas edições do torneio, a equipe comandada por Didier Deschamps já contava com uma das gerações mais talentosas do futebol internacional, a ponto de reunir opções no banco de reservas com nível semelhante ao dos titulares. Para esta edição do Mundial, porém, dois nomes acrescentam novas características ao elenco: o meia Rayan Cherki e o atacante Michael Olise.

A dupla chega ao torneio cercada por expectativas. Nas redes sociais, a expressão "molho" costuma definir pessoas que se destacam por talento, estilo ou personalidade. O termo se encaixa no perfil dos dois jogadores, conhecidos pela habilidade técnica, confiança em campo e comportamentos que dividem opiniões.

Entre eles, Olise desembarca na Copa em momento de maior projeção. Aos 24 anos, o atacante encerrou a temporada europeia com números expressivos pelo Bayern de Munique. Foram 22 gols e 26 assistências em 52 partidas, desempenho que contribuiu para a campanha que levou o clube alemão às semifinais da Champions League.

O jogador também esteve envolvido em episódios que repercutiram fora dos gramados. Recentemente, torcedores brasileiros reagiram nas redes sociais após Olise afirmar, em uma ação de conteúdo do Bayern, não se lembrar de um talento específico da seleção brasileira.

A relação do atacante com a exposição pública também costuma chamar atenção. Conhecido por respostas curtas em entrevistas e por evitar protagonismo fora de campo, Olise mantém um perfil reservado. Até mesmo suas comemorações costumam ser discretas. Pessoas próximas garantem que ele se mostra mais comunicativo em ambientes sem câmeras.

"Michael é um cara introvertido. É um homem de poucas palavras. Mas seus pés falam por ele. Aceitem como ele é, ele nunca vai mudar" — comentou o capitão francês Kylian Mbappé, no último final de semana.

Dentro de campo, entretanto, há consenso sobre suas qualidades. O drible aparece como uma de suas principais armas, acompanhado pela capacidade de finalização de média distância. Embora participe ativamente da construção das jogadas, muitos de seus gols surgem em lances semelhantes: partindo do lado do campo em direção à área, superando marcadores e concluindo com precisão.

Olise também representa a diversidade cultural presente na seleção francesa. Filho de pai nigeriano e mãe franco-argelina, nasceu na Inglaterra e cresceu em Londres. O inglês é seu idioma mais utilizado, mas sua trajetória internacional o levou a defender a equipe nacional da França.

Cherki e a influência do futebol de rua

Se Olise se destaca pelos movimentos em velocidade e pelos arremates, Cherki apresenta características diferentes. O meia do Manchester City chama atenção pelo controle de bola em espaços reduzidos, criatividade e rapidez para tomar decisões. Seu estilo remete à formação de jogadores que transitam entre o futsal e o futebol de campo, experiência que também fez parte de sua trajetória.

Aos 22 anos, assumiu a camisa 10 dos citizens, que terminaram a Premier League como vice-campeões. Embora ainda oscile em termos de regularidade, o francês acumula momentos de destaque. Na temporada, registrou 11 gols e 15 assistências em 52 partidas.

"Tem momentos que eu grito com ele (pelo excesso de dribles e plasticidade) e tem momentos que eu quero beijá-lo. Tenho sentimentos ambivalentes" — resumiu Pep Guardiola, hoje fora do Manchester City, após uma vitória sobre o Nottingham Forest no ano passado.

O treinador também utilizou a expressão "jogador de rua" para definir o estilo de Cherki, marcado pela criatividade e pela busca constante por jogadas individuais.

Formado nas categorias de base do Lyon, o meia tem ascendência argelina e italiana. Admirador de Ronaldinho Gaúcho, costuma associar seu futebol à busca pelo espetáculo e pela valorização da técnica. Entre as expressões populares das redes sociais, seu perfil se aproxima tanto da ideia de alguém que "tem o molho" quanto da figura do "baller", termo utilizado para definir atletas reconhecidos pelo estilo de jogo e pela estética das jogadas.

"Está no DNA do meu jogo, gosto de belas jogadas, de espetáculo. Quando fico pressionado (pela marcação), consigo ver o que vai acontecer, como se tirasse uma foto do que está acontecendo ao meu redor. E aí, tudo, de repente, fica mais lógico. Não preciso ficar olhando três vezes para trás, olho uma vez e o instinto toma conta" — explicou o jogador em entrevista concedida ainda nos tempos de Lyon.

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