Copa do Mundo: modelo da FGV zera expectativas para a Seleção Brasileira
Pesquisadores da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV) desenvolveram um modelo estatístico que simula cada partida da Copa do Mundo de 2026 cerca de 100 mil vezes para calcular as probabilidades de cada seleção avançar fase a fase e conquistar o título.
O resultado não é animador para o torcedor brasileiro: a Espanha lidera com 15,57% de chance de título, seguida pela Argentina com 13,62% e pela Inglaterra com 9,24%. O Brasil aparece em nono lugar, com apenas 4,68% de probabilidade.
O modelo foi desenvolvido pelo professor Moacyr Alvim Silva e pelos estudantes Ezequiel de Braga Santos e Raul Medici Martinelli, entre outros.
Usa inferência bayesiana (método estatístico que atualiza estimativas à medida que novos dados chegam), o que significa que as probabilidades são recalculadas após cada jogo disputado. Os resultados ficam disponíveis ao vivo no site oficial do projeto.
O que o modelo diz sobre o Brasil
Na fase de grupos, o Brasil tem 96,4% de chance de se classificar para o mata-mata — percentual alto, mas que esconde um detalhe importante.
Na estreia contra o Marrocos, no sábado, 13, o modelo dá leve vantagem à seleção africana: 35% de chance de vitória marroquina contra 32,4% do Brasil. O resultado mais provável é um empate por 0 a 0, com 16,8% de probabilidade.
Contra o Haiti, o Brasil entra como favorito amplo. Contra a Escócia, as probabilidades de vitória brasileira são de 61,7%, com os placares mais prováveis sendo 1 a 0 (12,5%) e 2 a 0 (11,6%).
No mata-mata, o cenário complica. O modelo indica que o Brasil tem menor probabilidade de classificação num provável confronto contra a Inglaterra nas quartas de final — que seria o cruzamento natural pelo chaveamento.
O ranking completo dos favoritos
Atrás de Espanha (15,57%), Argentina (13,62%) e Inglaterra (9,24%), aparecem França com 7,84%, seguida de Alemanha, Holanda, Colômbia e Portugal.
O Brasil é o nono, com 4,68% — atrás de Colômbia (5,56%), Marrocos (4,90%) e Portugal (4,86%).
Quatro seleções têm 0% de chance de título segundo o modelo: Catar, Curaçao, Cabo Verde e Haiti.
Como o modelo funciona?
O modelo leva em consideração o histórico de mais de 3 mil partidas entre 187 seleções da Fifa nos últimos quatro anos, atribuindo maior peso a jogos recentes e competições oficiais como eliminatórias, Eurocopa e Copa América.
Também utiliza o ranking da Fifa para calcular forças de ataque e defesa das seleções.
A partir desses dados, o sistema simula todo o torneio, desde a fase de grupos até a decisão, incluindo prorrogação e pênaltis, repetindo o processo milhares de vezes para gerar estimativas de probabilidade estatisticamente consistentes.
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