Criptomoedas engatam 3º dia de queda em meio a ataque dos EUA a portos do Irã
As altcoins, criptomoedas que não são o bitcoin, continuam em queda nesta sexta-feira, 8, no terceiro dia consecutivo de desempenho negativo.
No radar, os ataques dos Estados Unidos contra portos iranianos perto do Estreito de Ormuz aumentam o temor dos investidores de que o fim da guerra possa não estar tão próximo assim.
Ao mesmo tempo, o Relatório de Emprego dos EUA revelou a criação de 115 mil postos de trabalho em abril, número bem acima dos 62 mil esperados pelos economistas. Embora o indicador seja positivo, pode deixar o Federal Reserve (Fed) menos confortável para reduzir os juros nas próximas reuniões, pois um mercado de trabalho mais aquecido gera aumento na inflação.
Às 10h40 (horário de Brasília), o ether, moeda digital da rede Ethereum, cai 1,9% em 24 horas, a US$ 2.272, enquanto o bitcoin tem queda de 1,2%.
Ainda entre as principais altcoins, o BNB, token da Binance Smart Chain, cai 1,5%, a US$ 637,67; o XRP, token de pagamentos internacionais utilizado pela Ripple, registra perdas de 1,3%, a US$ 1,39; e a solana recua 0,8%, a US$ 88,26.
Segundo Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget para a América Latina, o movimento das altcoins é majoritariamente negativo, com os contratos futuros em aberto no setor cripto recuando mais de 1,5%, para US$ 131,5 bilhões, enquanto o volume negociado caiu mais de 12%, para US$ 191 bilhões.
“O movimento sugere uma desalavancagem dos investidores após a queda do bitcoin abaixo da região de US$ 80 mil durante a madrugada”, avalia.
Já Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, aponta que o comportamento das altcoins reforça a forte correlação do mercado com o bitcoin neste momento, em um cenário ainda sem catalisadores específicos capazes de promover descorrelação relevante entre os ativos.
ETFs de ether registram saídas
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de ether à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 103,6 milhões.
A saída de capital deste tipo de fundo encerra uma sequência de quatro pregões em que houve mais compras do que vendas nos ETFs da criptomoeda.
Os principais responsáveis pelo fluxo negativo foram o FETH, da Fidelity, com US$ 62,3 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras; e o ETHA, da BlackRock, com US$ 26,3 milhões.
Resgate da KelpDAO
A Organização Autônoma Descentralizada (DAO, na sigla em inglês) do blockchain Arbitrum aprovou a liberação de 30.765,6 unidades de ether, no equivalente a US$ 70 milhões, que foram congelados pelo protocolo após o ataque hacker que roubou US$ 292 milhões da Kelp DAO.
O objetivo é utilizar os fundos, que o hacker tentou passar pela Arbtirum no dia da invasão, para ajudar a organização DeFi United no resgate à KelpDAO. Segundo o site The Block, o DeFi United já levantou 30 mil ETH da Consensys, 30 mil da Mantle e 5 mil da LayerZero.
No entanto, a publicação aponta que a transferência dos ethers liberados pela Arbitrum pode ser bloqueada por uma ordem judicial que impede a Arbitrum DAO de movimentar fundos recuperados.
Isso porque a Justiça norte-americana pode considerar que esses 30.765,6 ETH foram movimentados pelo Lazarus Group, um grupo de hackers norte-coreanos. Assim, as moedas digitais seriam tratadas como “ativos de um Estado patrocinador do terrorismo” e, portanto, passíveis de confisco para indenizar vítimas de atentados atribuídos à Coreia do Norte.
Tesouraria de HYPE
Também no noticiário de altcoins, a empresa de tesouraria de hyperliquid, Hyperliquid Strategies, com ações negociadas na Nasdaq, informou que já detém 20 milhões de tokens HYPE.
A empresa usou US$ 216 milhões para comprar 7,3 milhões de unidades de HYPE desde dezembro do ano passado. O The Block conta que a Hyperliquid Strategies abriu capital em 2025 através de uma fusão com a Sonnet BioTherapeutics.
Nos nove meses encerrados em 31 de março, a companhia teve um prejuízo de US$ 165,4 milhões, puxado por perdas não realizadas no seu caixa.
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