Cury acelera no fim de 2025: lucro sobe 57% e vendas passam de R$ 1,5 bi

Por Mitchel Diniz 11 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Cury acelera no fim de 2025: lucro sobe 57% e vendas passam de R$ 1,5 bi

A construtora Cury (CURY3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com crescimento de lucro e manutenção de margens elevadas, sustentada pelo ritmo de vendas e pelos repasses de financiamentos imobiliários. No período, o lucro líquido foi de R$ 297,2 milhões, alta de 57,3% em relação ao mesmo trimestre de 2024. A margem bruta ajustada — indicador que mede a rentabilidade dos projetos antes de despesas administrativas — ficou em 40,6%, avanço de 1,3 ponto percentual na comparação anual.

As vendas líquidas — valor dos imóveis efetivamente vendidos no período, já descontados cancelamentos de contratos (distratos) — somaram R$ 1,56 bilhão no trimestre, crescimento de 9,3% em relação ao ano anterior. Já os lançamentos atingiram R$ 1,29 bilhão em VGV, sigla para Valor Geral de Vendas, que representa o valor potencial de venda de todas as unidades de um empreendimento lançado.

A VSO (velocidade de vendas), indicador que mede a proporção das unidades vendidas em relação ao estoque disponível, ficou em 39,3% no trimestre. A companhia também registrou R$ 1,49 bilhão em repasses, etapa em que os bancos liberam o financiamento imobiliário e transferem os recursos à construtora após a conclusão da venda do imóvel. No período, a empresa gerou R$ 321,1 milhões de caixa, marcando o 27º trimestre consecutivo de geração positiva.

No consolidado de 2025, a Cury registrou lucro líquido de R$ 1,08 bilhão, alta de 54,7% em relação a 2024. A margem bruta ajustada foi de 40% no ano, também acima da registrada no período anterior. O retorno sobre patrimônio (ROE) — indicador de rentabilidade do capital dos acionistas — alcançou 78,8%, um dos níveis mais elevados entre as incorporadoras listadas na bolsa.

As vendas líquidas da companhia somaram R$ 7,75 bilhões em 2025, avanço de cerca de 26% na comparação anual. Os lançamentos totalizaram R$ 8,28 bilhões em VGV, refletindo a expansão do portfólio de projetos da empresa. No acumulado de 12 meses, a VSO ficou em 76,3%, indicando forte absorção das unidades pelo mercado.

“A performance de vendas nos primeiros meses do ano reforça nossa percepção quanto à resiliência da demanda”, diz a mensagem da administração.

O desempenho operacional também se refletiu no caixa. O fluxo de caixa operacional (FCO) — que mede a geração de recursos das atividades do negócio — foi de R$ 1,13 bilhão em 2025, enquanto o fluxo de caixa livre, após investimentos, somou R$ 683,3 milhões, alta de 46,4% em relação ao ano anterior.

A companhia terminou o ano com dívida líquida de R$ 193 milhões, mantendo baixo nível de alavancagem. A relação dívida líquida sobre patrimônio líquido ficou em cerca de 5%, indicador que mostra que a construtora opera com estrutura de capital conservadora, mesmo em meio à expansão de lançamentos e vendas.

Com a forte geração de caixa ao longo do ano, a Cury também ampliou a remuneração aos acionistas. Em 2025, a companhia distribuiu R$ 1,4 bilhão em dividendos, valor recorde.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: