Das mãezonas às vilãs: veja as mães que marcaram a TV brasileira

Por Maria Luiza Pereira 10 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Das mãezonas às vilãs: veja as mães que marcaram a TV brasileira

Novela brasileira gosta de exagerar emoções, e poucas figuras representam isso tão bem quanto as mães. Ao longo das décadas, a televisão criou personagens capazes de tudo pelos filhos, mas também mulheres manipuladoras, frias e até criminosas. Algumas viraram exemplo de amor incondicional. Outras se transformaram em verdadeiros pesadelos familiares.

Veja uma lista com mães que marcaram a história das novelas, sejam elas boas ou más.

Maria do Carmo ('Senhora do Destino')

Entre as mães mais amadas pelo público está Maria do Carmo, de "Senhora do Destino". Vivida por Susana Vieira, a personagem enfrentou pobreza, humilhações e tragédias enquanto tentava reconstruir sua família depois do sequestro da filha. Forte, protetora e extremamente batalhadora, ela virou referência de mãezona na teledramaturgia.

Maria do Carmo, vivida por Susana Vieira na novela "Senhora do Destino" (Reprodução/TV Globo)

Edilásia Sardinha, a 'Mamuska' ("Da Cor do Pecado")

Outra figura inesquecível é Edilásia Sardinha, de "Da Cor do Pecado". Interpretada por Rosi Campos, ela misturava humor, exagero e carinho em doses altíssimas. Controladora e espalhafatosa, Edilásia conquistou o público justamente porque transformava qualquer problema familiar em um espetáculo caótico e divertido.

Edilásia Sardinha, a Mamuska, vivida por Rosi Campos em "Da Cor do Pecado" (Reprodução / TV Globo)

Helena ('Por Amor')

Já Helena, de "Por Amor", entrou para a história como uma das mães mais controversas da TV. Interpretada por Regina Duarte, ela trocou o próprio filho pelo bebê natimorto da filha para evitar que ela sofresse. A decisão gerou debates até hoje, mas consolidou a personagem como símbolo máximo de amor maternal levado ao limite.

Helena, vivida por Regina Duarte em "Por Amor" (Reprodução / TV Globo)

Raquel ('Vale Tudo')

Raquel, de "Vale Tudo", também aparece entre as mães mais admiradas. Vivida por Regina Duarte na primeira versão e por Taís Araujo na segunda, ela era o oposto da ambição desenfreada da filha Maria de Fátima. Honestidade, dignidade e perseverança definiam a personagem, que tentava manter seus valores mesmo diante das constantes decepções familiares.

Raquel, vivida por Taís Araujo em "Vale Tudo" (Fabio Rocha / Globo)

Nazaré Tedesco ('Senhora do Destino')

As novelas também ficaram marcadas por mães que fizeram o público passar raiva. Nazaré Tedesco, de "Senhora do Destino", talvez seja o exemplo mais clássico. Interpretada por Renata Sorrah, ela sequestrou uma criança, manipulou pessoas por décadas e transformou a mentira em modo de vida. O tom exagerado da personagem ajudou a transformá-la em fenômeno cultural.

Nazaré Tedesco, vivida por Renata Sorrah, em "Senhora do Destino" (Reprodução / TV Globo)

Carminha ('Avenida Brasil')

Carminha, de "Avenida Brasil", elevou a categoria de mãe tóxica a outro nível. Vivida por Adriana Esteves, ela usava os próprios filhos como peças dentro de seus jogos de manipulação e tratava relações familiares como ferramentas para alcançar poder e dinheiro. Mesmo cruel, virou uma das vilãs mais populares da televisão.

Adriana Esteves, a Carminha da novela Avenida Brasil (Divulgação/TV Globo)

Flora ('A Favorita')

Flora, de "A Favorita", também marcou época. Interpretada por Patrícia Pillar, ela manipulava a própria filha enquanto escondia uma personalidade criminosa por trás de uma aparência frágil e inocente. O contraste entre aparência doce e atitudes violentas fez da personagem uma das grandes vilãs modernas das novelas.

Flora, vivida por Patricia Pillar, em "A Favorita" (Reprodução / TV Globo)

Odete Roitman ('Vale Tudo')

Já Odete Roitman, de "Vale Tudo", virou símbolo de frieza emocional. Vivida por Beatriz Segall na primeira versão e por Debora Bloch na segunda versão, ela enxergava os filhos quase como extensões de sua imagem social. Controladora, elitista e cruel, transformava relações familiares em jogos de interesse e poder.

Odete Roitman, vivida por Beatriz Segall, em "Vale Tudo" (TV Globo/Reprodução)

Talvez seja justamente esse contraste que faça as mães das novelas permanecerem tão vivas na memória do público. De um lado, mulheres capazes de sacrificar tudo pela família. Do outro, personagens que transformam maternidade em manipulação e desastre emocional. Entre heroínas e vilãs, a dramaturgia brasileira encontrou algumas de suas figuras mais inesquecíveis.

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