Datafolha: 59% defendem domiciliar a Bolsonaro e 37% querem volta à Papudinha

Por Yasmim Faria 12 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Datafolha: 59% defendem domiciliar a Bolsonaro e 37% querem volta à Papudinha

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 12, aponta que a maioria dos brasileiros defende que o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar. Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados apoiam a manutenção do regime atual, enquanto 37% preferem que ele volte ao sistema prisional. Outros 5% não souberam responder.

O estudo ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios entre os dias 7 e 9 de abril. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026 e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Recortes da pesquisa

Entre entrevistados com mais de 60 anos, 61% defendem a manutenção da prisão domiciliar. Já entre empresários, o índice chega a 81%.

Entre jovens de 16 a 24 anos, 44% defendem o retorno à prisão, assim como 42% dos desempregados.

No Nordeste, há empate técnico: 48% são favoráveis à prisão domiciliar e 47% à prisão comum, dentro da margem de erro de quatro pontos percentuais.

Perfil político dos entrevistados

Entre os que se declaram de centro, 53% apoiam a prisão domiciliar e 41% defendem o retorno ao regime fechado.

Entre os mais alinhados ao bolsonarismo, 94% defendem a permanência em casa, enquanto 3% são contrários.

Já entre os entrevistados que se identificam como mais próximos ao petismo, 28% apoiam a prisão domiciliar e 68% defendem a volta à prisão.

Entre eleitores que afirmam votar em Luiz Inácio Lula da Silva, 30% apoiam a prisão domiciliar e 66% defendem o retorno ao regime fechado. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 93% apoiam a permanência em casa.

Eleitores de Ronaldo Caiado se dividem entre 80% favoráveis à prisão domiciliar e 15% pela volta à prisão.

Situação judicial de Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi condenado em 11 de setembro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal por participação na trama golpista relacionada ao período posterior às eleições de 2022.

A decisão inclui crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A pena definida foi de 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado, além de 124 dias-multa.

Prisão domiciliar e condições impostas

No dia 27, o ex-presidente foi transferido para prisão domiciliar após decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, em caráter temporário de 90 dias. Ao fim desse período, a medida poderá ser prorrogada ou convertida em retorno ao regime fechado.

A decisão foi classificada como humanitária. Bolsonaro deixou o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde estava custodiado.

Ele também foi internado no dia 13 e diagnosticado com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões, atribuída a aspiração decorrente de crises de soluço. Após isso, a defesa solicitou a prisão domiciliar, que foi concedida.

A decisão de Moraes prevê o uso de tornozeleira eletrônica e proíbe o uso de redes sociais, além da gravação de áudios ou vídeos. Também foram restringidas aglomerações em um raio de um quilômetro da residência.

O ex-presidente pode receber filhos sob regras de visita semelhantes às do regime anterior, com visitas autorizadas às quartas e sábados, entre 8h e 16h. Advogados têm acesso diário, por até 30 minutos, mediante agendamento. Médicos têm livre acesso.

Outras visitas estão proibidas durante o período de 90 dias, sob justificativa de preservação da saúde e prevenção de infecções, conforme decisão judicial.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: