Datafolha: desaprovação de Lula avança e chega a 51%
A desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu para 51% e atingiu o pior patamar em cerca de 12meses, segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite de sábado, 11.
O levantamento ainda mostra que 45% dos brasileiros aprovam a gestão, enquanto 4% não souberam ou não responderam.
Na comparação com março, quando a desaprovação estava em 49%, houve avanço de 2 pontos percentuais, dentro da margem de erro do levantamento. Já a aprovação recuou levemente em relação aos 47% registrados no levantamento anterior.
A avaliação do governo segue a mesma tendência. Segundo o Datafolha, o percentual de brasileiros que consideram a gestão ruim ou péssima chegou a 40%, alta de três pontos, enquanto 29% avaliam o governo como ótimo ou bom, queda de três pontos em relação a pesquisa anterior. Outros 29% apontam que Lula realiza uma gestão regular e 2% não sabem ou não opinaram.
Com o movimento, a diferença entre desaprovação e aprovação se ampliou. Os dados confirmam a tendência observada desde o fim de 2025, quando a popularidade de Lula, que mostrava recuperação, apresentou queda.
Segundo o instituto, a crise do banco Master e a pressão do preço dos combustíveis, causado pela guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, são fatores que explicam a instalibilidade da avaliação do petista.
Recortes demográficos mostram divisão por renda, região e escolaridade
Os dados do Datafolha indicam que a avaliação do governo Lula varia de forma consistente entre diferentes grupos sociais. Entre os que registram percepção mais positiva, destacam-se os mais velhos (36%), os com menor grau de escolaridade (43%) e os nordestinos (41%), grupo historicamente alinhado ao petista.
Já entre os segmentos com maior rejeição, aparecem os com maior nível de escolaridade (49%), moradores da região Sul (49%), evangélicos (52%) e brasileiros com renda superior a 10 salários mínimos (58%).
O levantamento também aponta que o recuo mais recente na avaliação positiva se concentra na classe média de renda intermediária, especialmente entre aqueles que ganham de 5 a 10 salários mínimos. Esse movimento ocorre em um contexto de maior pressão sobre o crédito e aumento do endividamento das famílias, fator que impacta diretamente a percepção econômica desse grupo.
O levantamento do instituto ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03770/2026.
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