De Alemão a Juliette: eles começaram o jogo como favoritos — e faturaram milhões no BBB

Por Tamires Vitorio 18 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
De Alemão a Juliette: eles começaram o jogo como favoritos — e faturaram milhões no BBB

Ser o favorito do BBB é, muitas vezes, a pior posição para se estar. A casa se une, os rivais se articulam, e o público — caprichoso por natureza — pode virar. Ana Paula Renault sabe disso melhor do que ninguém. E mesmo assim lidera todas as enquetes há cem dias.

O favoritismo no Big Brother Brasil não nasce de quem joga melhor, mas sim de quem conta a melhor história. E poucas histórias dentro da casa mais vigiada do Brasil foram tão completas quanto a dela: a expulsa que voltou, a perseguida que resistiu, a veterana que chegou à final sem cair uma vez sequer nas pesquisas de rejeição.

Ao longo de 25 edições, o programa produziu um punhado de favoritos que transformaram esse roteiro em troféu. E Ana Paula pode ser o próximo nome dessa lista.

Rodrigo Cowboy — BBB 2 (2002): o primeiro a confirmar o favoritismo

Rodrigo Cowboy, do BBB 2, foi um dos primeiros grandes casos de favorito claro do público no reality. Vencedor com 65% dos votos e prêmio de R$ 500 mil, ele ajudou a consolidar uma lógica que o programa repetiria muitas vezes: quando a audiência abraça um nome cedo, o jogo interno raramente consegue inverter essa força.

Diego Alemão — BBB 7 (2007): 91% e rivalidade que só cresceu a torcida

Diego Alemão: vencedor do BBB 7

Diego Alemão não era exatamente um participante de consenso. Polêmico, envolveu-se em um triângulo amoroso com Fani Pacheco e Íris Stefanelli e protagonizou uma das rivalidades mais lembradas da história do programa — justamente com Alberto Cowboy, veterano que reapareceu no BBB 26. Mas o que parecia ser combustível para derrubá-lo funcionou ao contrário: cada conflito o aproximava mais do público.

O resultado foi um dos maiores índices de aprovação da história do programa. Venceu com 91% dos votos, levando R$ 1 milhão para casa. Até hoje, seu nome aparece entre os exemplos de como a polarização dentro da casa pode ser, paradoxalmente, o maior ativo de um favorito.

Fael — BBB 12 (2012): 92% e o recorde que ainda pertence a ele

O veterinário sul-mato-grossense Fael chegou ao BBB 12 sem alarde e saiu com o maior índice de aprovação em uma final na história do programa: 92% dos votos, superando até Diego Alemão. Alheio ao intercâmbio entre participantes que marcou aquela edição, ele construiu sua trajetória de forma quase discreta — e foi exatamente isso que o público amou.

Levou R$ 1,5 milhão. Seu recorde de aprovação em final segue intacto até hoje.

Maria Melilo — BBB 11 (2011): a favorita que Pedro Bial nunca escondeu

Poucos favoritismos no BBB foram tão assumidos quanto o de Maria Melilo. O próprio Pedro Bial, apresentador da época, era declaradamente encantado com a participante — e o Brasil também. Seu jeito ingênuo, que gerou o verbo "mariou" para descrever qualquer momento de confusão genuína, transformou cada erro dela em cena de afeto.

Na final, venceu com 43% dos votos — percentual menor do que os exemplos acima, mas que reflete uma final com mais candidatos. O que nunca esteve em dúvida, segundo os analistas da época, era que ela chegaria lá. Levou R$ 1,5 milhão.

Juliette — BBB 21 (2021): o fenômeno que redefiniu o que é ser favorito

Juliette, do BBB: alto alcance e engajamento nas redes sociais (João Cotta/Globo/Divulgação)

Nenhum caso na história do BBB se compara ao de Juliette Freire. A advogada e maquiadora paraibana foi escolhida pelo público como "queridinha" antes mesmo de a edição estrear — os telespectadores votaram para imunizá-la na primeira semana antes de ela ter dito uma única palavra dentro da casa.

O que se seguiu foi 100 dias de favoritismo inabalável. Na casa, foi perseguida, excluída de grupos e alvo constante de votação dos outros participantes. Fora dela, cada ataque revertia em empatia, cada lágrima virava engajamento.

Ela foi a primeira participante da história do grupo Pipoca a ultrapassar 3 milhões de seguidores ainda no confinamento — e encerrou o programa com mais de 30 milhões.

Venceu com 90,15% dos votos numa final tripla, levando R$ 1,5 milhão para casa. É, até hoje, o maior fenômeno de favoritismo da história do BBB e o parâmetro com o qual todo favorito subsequente é comparado.

Arthur Aguiar — BBB 22 (2022): o favorito que ninguém previu

Arthur Aguiar: ator e cantor venceu o BBB 22 (TV Globo/Reprodução)

O caso de Arthur Aguiar é diferente dos anteriores, mas merece lugar na lista. Ele não entrou como favorito — era Camarote, grupo historicamente mal-visto pelo público, e dividiu opiniões durante boa parte da edição. Mas sua trajetória de perseguição dentro da casa, sobrevivendo a paredões sucessivos enquanto rivais caíam, construiu uma torcida fervorosa que só cresceu.

No paredão mais votado da história do programa, com 750 milhões de votos, venceu com 68,96%, levando R$ 1,5 milhão. É o único Camarote a vencer o BBB até hoje e o fez como favorito na final.

O que todos têm em comum?

Olhando para essas trajetórias, um padrão emerge. Nenhum desses favoritos venceu apesar de seus conflitos — venceu por causa deles.

Diego Alemão vivia em triângulos e brigas intensas com Alberto Cowboy. Juliette era o alvo diário de uma casa inteira. Arthur sobreviveu a mais paredões do que qualquer outro finalista da sua edição.

O favoritismo no BBB não nasce da ausência de conflito. Nasce de uma narrativa: a do perseguido que resiste, do diferente que não se dobra, do autêntico que paga o preço de ser quem é — e sai milionário no final.

É exatamente essa narrativa que Ana Paula Renault está escrevendo no BBB 26. Se ela vai completá-la na próxima terça-feira, só o público decide.

Onde assistir ao BBB?

Pela TV aberta, será possível acompanhar o reality todos os dias depois da novela Três Graças. No Globoplay é possível assistir ao BBB 26 de forma bem mais completa, já que assinantes da plataforma podem acessar câmeras exclusivas da casa e conteúdos extras.

Quanto tempo dura o BBB?

O Big Brother Brasil 26 terá duração aproximada de 100 dias, mantendo o formato já conhecido pelo público. Sendo assim, a previsão de término é no dia 21 de abril de 2026.

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