De Babu a Grazi Massafera, nem sempre ser o preferido leva o prêmio no BBB

Por Tamires Vitorio 18 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
De Babu a Grazi Massafera, nem sempre ser o preferido leva o prêmio no BBB

O Big Brother Brasil tem um talento específico para destruir favoritos. E faz isso com a mesma intensidade com que os cria.

No BBB 20, Babu Santana chegou ao último paredão antes da final como o participante mais amado da edição, mas saiu com 57% dos votos.

No BBB 21, Gil do Vigor era o favorito mais carismático da temporada. Economista pernambucano, virou fenômeno cultural dentro e fora da casa, mas não levou o prêmio. Foi eliminado pela torcida de Juliette, que sabia que ele era o único capaz de derrotá-la na final.

Na mesma edição, Sarah Andrade viu 2,3 milhões de pessoas deixarem seu Instagram em questão de dias. Tinha sido, semanas antes, uma das participantes mais queridas do programa. Uma série de erros de jogo e alianças mal escolhidas bastou para inverter completamente a percepção do público.

Edições antes, Grazi Massafera chegou à final como favorita — e perdeu para Jean Wyllys, seu aliado.

O padrão é quase sempre o mesmo: a exposição contínua do confinamento amplifica tudo. E, ao mesmo passo em que o apoio cresce rápido, a rejeição cresce mais rápido ainda. No BBB, favoritismo não é uma vantagem estável. É um contrato com o público — e pode ser rescindido a qualquer momento, com qualquer percentual de votos, sem aviso.

Grazi Massafera — BBB 5 (2005): a favorita que perdeu para o próprio aliado

Poucos casos no BBB são tão dolorosos para os fãs quanto o de Grazi Massafera. A miss Paraná entrou no BBB 5 com uma beleza que desarmava e uma simplicidade que encantou o Brasil quase instantaneamente. Ao lado de Jean Wyllys e Pink, formou o trio dos "heróis" da edição — e rapidamente se tornou a preferida do público para levar o prêmio.

O problema é que Jean Wyllys também era do trio. E também era carismático, inteligente e querido. Na final, os dois dividiram os votos da mesma torcida. Jean venceu com 55%. Grazi ficou com 40% — diferença relativamente pequena, mas suficiente para separá-la do R$ 1 milhão.

Saiu sem o troféu, mas com algo que muitos vencedores não tiveram: uma carreira. Hoje é uma das atrizes mais reconhecidas da televisão brasileira, com indicação ao Emmy Internacional no currículo.

Kaysar Dadour — BBB 18 (2018): o favorito que perdeu para uma virada de roteiro

Kaysar Dadour chegou ao BBB 18 com uma história que o Brasil não conseguia ignorar. Sírio que fugiu da guerra em seu país e reconstruiu a vida no Brasil, ele conquistou o público com uma combinação rara de beleza, força física, emoção e um carisma genuíno que não parecia calculado. Era o favorito claro da edição.

E então Gleici Damasceno voltou de um paredão falso. Com o bordão "vocês não sabem o prazer que é estar de volta", ela reentrou na casa e reescreveu a narrativa da temporada.

O favoritismo de Kaysar não desapareceu — ele chegou à final, em segundo lugar, com 39,33% dos votos. Mas Gleici levou 57,28%. No BBB, às vezes o favorito perde não porque cometeu um erro, mas porque outra pessoa contou uma história melhor.

Marcela McGowan — BBB 20 (2020): a queda que começou com um beijo

Marcela McGowan: sister perdeu favoritismo após relacionamento com Daniel (Globo/Reprodução)

A médica Marcela McGowan era, nas primeiras semanas do BBB 20, a participante mais querida da edição.

Inteligente, bem-humorada e dona de um projeto sobre sexualidade que viralizou fora da casa, ela parecia ter tudo para chegar à final.

Então Daniel entrou pela Casa de Vidro. O envolvimento de Marcela com o brother, que não era bem-visto pelo público, mudou o jogo. Ela passou a tomar decisões que desagradaram quem a acompanhava de fora, foi parar no mesmo paredão que Babu Santana e Flayslane — e saiu com 49,76% dos votos. O diagnóstico foi cruel: o público não perdoa quando o favorito parece ter esquecido quem ele era.

Babu Santana — BBB 20 (2020): tão perto, mas tão longe

Babu Santana: no BBB 20, ator chegou perto do prêmio (Gshow/Reprodução)

Se há um caso de favorito derrubado que ainda dói na memória coletiva do BBB, é o de Babu Santana. O ator entrou no BBB 20 como Camarote, mas rapidamente se desconstruiu de qualquer expectativa de celebridade: foi autêntico, vulnerável, apaixonante. Tornou-se o único homem a resistir quando o restante da casa masculina foi eliminado — e cada paredão que sobrevivia parecia confirmar que era ele o vencedor.

Caiu no último paredão antes da final. Disputou com Rafa Kalimann e Thelma Assis e saiu com 57,17% dos votos. Não chegou à final que o Brasil imaginava para ele. Mas saiu com um contrato na Globo, campanhas publicitárias e uma legião de fãs que o acompanha até hoje. Às vezes, no BBB, o quarto lugar tem mais valor do que o troféu.

Sarah Andrade — BBB 21 (2021): a estrategista que se perdeu no jogo

Sarah: uma "brincadeira" da participante causou revolta nas redes sociais (Globo/Reprodução)

Sarah Andrade foi, durante semanas, uma das participantes mais admiradas do BBB 21. Estratégica, observadora, ela foi a responsável por articular a saída de Karol Conká e Nego Di — dois dos participantes mais rejeitados daquela edição. O público a via como uma jogadora limpa, do bem, inteligente. Era favorita ao lado de Juliette e Gil do Vigor.

E então começou o deslizamento. Sarah se aproximou de Rodolffo e Caio, dupla que o público não gostava, e foi se afastando de Juliette. Mentiu sobre votos, foi exposta ao vivo, e em poucas semanas viu 2,3 milhões de seguidores deixarem seu Instagram. No paredão contra Juliette e Rodolffo, saiu com 76,76% dos votos — no segundo paredão mais votado da história do programa, com 654 milhões de votos. A mesma torcida que a amava tinha virado contra ela com a mesma intensidade.

Seu caso é o mais didático da história do BBB sobre como o favoritismo funciona: ele não é uma conquista permanente. É uma relação de confiança. E quando essa confiança quebra, quebra rápido.

Gil do Vigor — BBB 21 (2021): eliminado pela própria aliada

O economista Gilberto José Nogueira Jr., o Gil do Vigor do BBB 21 (TV Globo/Reprodução)

Gil do Vigor protagonizou um dos casos mais irônicos da história do programa. Economista pernambucano, virou fenômeno cultural dentro e fora da casa — suas expressões, suas análises, seu choro. Era favorito ao lado de Juliette, com quem formou uma das duplas mais queridas do BBB. O público queria os dois na final.

Só que queria Juliette mais. E quando Gil chegou ao último paredão antes da final, a torcida dela — sabendo que ele era o único capaz de derrotá-la — votou para eliminá-lo.

Apesar de ter sido eliminado, Gil saiu do BBB como fenômeno, foi para os Estados Unidos fazer doutorado em Stanford e hoje é um dos ex-BBBs mais bem-sucedidos da história.

Onde assistir ao BBB?

Pela TV aberta, será possível acompanhar o reality todos os dias depois da novela Três Graças. No Globoplay é possível assistir ao BBB 26 de forma bem mais completa, já que assinantes da plataforma podem acessar câmeras exclusivas da casa e conteúdos extras.

Quanto tempo dura o BBB?

O Big Brother Brasil 26 terá duração aproximada de 100 dias, mantendo o formato já conhecido pelo público. Sendo assim, a previsão de término é no dia 21 de abril de 2026.

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